Plantão Policial

Rotam é enviada a Colniza para acalmar os ânimos e pastoral fala em tragédia anunciada

O governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) enviou neste sábado (05), para o município de Colniza (1.065 km de Cuiabá-MT) reforço policial que inclui duas equipes do Batalhão de Rondas de Ostensivas Tático Móvel (Rotam) para acalmar os ânimos e garantir condições para que a Polícia Civil possa trabalhar na investigação de uma intensa troca de tiros na fazenda Magali de propriedade do ex-deputado estadual José Riva.

Em atendimento às ocorrências, a PM tomará medidas cabíveis de segurança à situação, convocando policiais para apoio dos plantonistas, e traçando estratégia de atendimento com responsabilidade.

As ações são realizadas dentro de um prazo exequível de acordo com a logística da ocorrência, já que neste caso se trata de confronto em zona rural, em local distante e de difícil acesso. Toda e qualquer denúncia será devidamente apurada pela Polícia Militar, por meio de instrumento legal competente.

Além do reforço da equipe da Rotam, o Grupo de Atuação em Perícias Especiais (Gape) foi acionado para a realização de perícia oficial e identificação técnica na propriedade rural. Esta é a primeira ocorrência que conta com o auxílio do Gape, instituído em 2017, com a missão de aperfeiçoar e garantir um atendimento técnico-pericial especializado nos eventos e situações emergenciais e de alta complexidade.

Uma equipe completa da Politec, formada por quatro profissionais sendo, perito criminal, papiloscopista, médico legista e técnico em necropsia, foi enviada para a fazenda. No local, os profissionais realizarão o levantamento de local de crime, a identificação das vítimas e a necropsia nas vítimas.

Tragédia anunciada

Em nota, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) alega que a tragédia já estava sendo anunciada desde novembro passado e a iminência de um massacre na área. A pastoral ainda afirma que a  área do conflito, conhecida como Fazenda Magali, se encontra em uma grande gleba de terras da UNIÃO (que as famílias já solicitaram a arrecadação para ser destinada à reforma agrária).

Na nota pública a comissão relata que os primeiros alertas foram feitos no dia 1º de novembro de 2018 e que 200 famílias estariam sob mira de pistoleiros.

“O Fórum de Direitos Humanos e da Terra (FDHT) e demais entidades já haviam anunciado essa possibilidade de massacre conforme nota de 1 de novembro de 2018 “É baseado nesse histórico que tememos o pior. Das quase 200 famílias que lá estão sob a mira dos pistoleiros na Fazenda Agropecuária Baurú… Se algo acontecer, é uma morte anunciada. TODOS SABIAM.”, diz parte da nota.

A pastoral ainda reconhece que algumas das famílias que estão ocupando a área são posseiras e invadiram o local sem permissão, mas a maioria comprou o direito a terra. A comissão acusa que o confronto na verdade, foi um massacre, e que as famílias pegavam água no rio quando foram surpreendidas pelos seguranças armados, e que meses atrás o ex-deputado José Riva ameaçou as famílias.

“Das quase 200 famílias que lá estão sob a mira dos pistoleiros na Fazenda Agropecuária Bauru, algumas são posseiras, outras compraram o direito de estar na terra, e já moram em seus lotes há algum tempo. Produzem e criam animais. São pessoas que apostaram no sonho de construir uma vida com o suor do trabalho. Não podemos deixar que mais um massacre aconteça, que mais uma violência aconteça a estas pessoas que já nasceram vulneráveis e que, por sua condição de pobreza, já nasceram em estado de exceção.” Alertaram as entidades em nota.

“Há alguns meses vários trabalhadores foram ameaçados, pelo próprio ex deputado, pelos capangas fortemente armados que ele colocou na fazenda, que diuturnamente ameaçavam as famílias no acampamento, efetuando disparos de armas de grosso calibre, inclusive fuzis, e fogos de artifícios, na intenção de incendiar os barracos. Todos esses fatos foram denunciados amplamente pelos trabalhadores para o governo do Estado (Governador, Casa Civil, Casa Militar, SESP), bem como para o MPF, OAB e Assembleia Legislativa, solicitando as medidas cabíveis para estancar o conflito”, completa a nota pública da CPT.

Confira a nota na íntegra clicando aqui.  

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Redação

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