Política

Riva garante inocência em mais um processo que apura desvios na AL

Foto:Ahmad Jarrah / Arquivo CMT

O ex-deputado José Geraldo Riva (PSD) voltou Fórum da Capital no início da tarde desta segunda-feira (10), para prestar esclarecimentos e acompanhar os depoimentos de mais um processo em que é acusado de articular esquema de corrupção na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Mantendo a tranquilidade que lhe é peculiar, antes de entrar na sala de audiências da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, o político afirmou inocência.

“Só tenho a declarar que estou sempre a disposição da Justiça. As denúncias não são verdadeiras e vamos mostrar isso no processo”, afirmou o ex-parlamentar.

A audiência desta segunda-feira corre em segredo judicial e não pode ser acompanhada pela equipe de reportagem do Circuito Mato Grosso. Além de Riva, o deputado Gilmar Fabris (PSD) – que não chegou a ser intimado, por ter foro privilegiado – também é réu no processo. Como testemunhas estão: Luiz Yoshimura, Reinaldo Reis Duarte, Pedro Lima, Alaercio Martins, Djalma Emernegildo, Cláudio Maluf, ex-deputado federal Eliene Lima (PSD), Oscar Ribeiro, Filinto Correa da Costa, Iolanda Duarte, Zanete Cardinal, o deputado Romoaldo Júnior (PR), Manoel Marques e Hermínio Barreto.

O advogado de Riva, Rodrigo Mudrovitsch, afirmou que a defesa tenta comprovar que as acusações contra o político são infundadas. 

“A acusação não se sustenta e não há provas de envolvimento do ex-deputado. A Assembleia não se resumia ao deputado, ele não tinha controle de todos os pagamentos que saiam de lá, não há envolvimento dele neste caso. Não somos órgão acusador, compete as autoridades acusadoras buscar os demais envolvidos se houver”, afirmou o advogado.

Nesta tarte, apenas Riva compareceu ao Fórum, com isso as testemunhas ligadas ao deputado Gilmar Fabris foram dispensadas. Uma nova audiência será marcada para ouvi-las. 

Denúncia

Segundo consta na ação em trâmite na 7ª Vara Criminal, os fatos ocorreram no período de 1º de fevereiro de 1996 e 14 de agosto de 1998, quando os denunciados, de comum acordo e se valendo das prerrogativas e facilidades inerentes aos cargos que ocupavam, apropriaram-se de dinheiro público. O esquema envolveu a empresa do ramo da extração de madeiras: Madeireira Paanorte e Parasul Ltda.

Fabris e Riva, atuando como presidente e primeiro secretário, respectivamente, emitiram indevidamente cheques como pagamento de supostos fornecedores com número aproximado de 66 empresas. Porém, como consta na ação, “[…] essas firmas nem sempre comercializaram nos importes noticiados pelo Legislativo e desconheciam a utilização indevida de seus nomes para endossar e/ou depositar cheques junto à Madeireira Paanorte e Parasul Ltda, como forma de esconder e dissimular a apropriação indevida de recursos públicos praticados por eles”.

As investigações feitas pela 23ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, foi comprovado que a empresa Paranorte e Parasul Ltda tratava-se de uma firma “de fachada”. 

Segundo a denúncia, Gilmar Fabris e José Riva, ao lado dos então servidores da Assembleia Legislativa, Guilherme da Costa Garcia, Agenor Jácomo Clivati e Djan Clivati à época, apropriaram para si e também desviaram em proveito alheio a quantia de R$ 1.520.661,05, representada em 123 choques nominais emitidos em dias alternados e a partir de março de 1996 para pagamento de suposto serviço prestado à Casa de Leis, cujos valores foram endossados e depositados na conta bancária da firma comercial Madeireira Paranorte e Parasul Ltda constituída exatamente para servir de suporte para que tivessem eles a indevida e criminosa vantagem. 

Redação

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