A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Aparecida Souza, revelou detalhes das ameaças atribuídas ao pai do estudante de Engenharia Civil investigado pela suposta lista que classificava universitárias sob termos de violência sexual no campus de Cuiabá. Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, a gestora confirmou que o homem é um policial federal da ativa e invadiu o campus para intimidar os alunos.
O caso, que começou após o vazamento de conversas privadas entre o acadêmico de Engenharia e um estudante de Direito, tomou proporções ainda mais graves após a interferência direta do agente público dentro do bloco acadêmico.
Invasão de sala de aula e teor das ameaças
De acordo com o cronograma apresentado pela reitora, a direção do curso de Engenharia Civil havia convocado o estudante investigado para prestar esclarecimentos formais em um prazo de 48 horas. O aluno não compareceu e, logo após o vencimento do prazo, o pai do jovem foi até a instituição.
- Acesso direto: O policial federal não procurou a reitoria, a direção da faculdade ou a coordenação do curso. Ele se dirigiu diretamente à sala de aula onde os colegas do filho estavam reunidos.
- Intimidação aos alunos: No local, o homem passou a ameaçar os estudantes que lideravam a defesa legítima das alunas afetadas pela lista.
- Ameaça à formação: Segundo o relato de Marluce Aparecida Souza, o policial afirmou textualmente que, caso o seu filho sofresse sanções acadêmicas e fosse impedido de se formar, os demais estudantes da turma também não concluiriam a graduação.
O homem foi formalmente identificado pelas câmeras do circuito interno de segurança da UFMT, e as imagens já foram anexadas tanto aos processos administrativos internos da universidade quanto ao inquérito conduzido pela Polícia Civil.
Suspensão de aulas e reforço na segurança
Diante do clima de insegurança e do teor das ameaças proferidas pelo policial federal, a administração superior da UFMT adotou medidas drásticas e imediatas para proteger a comunidade acadêmica:
- Aulas suspensas: As atividades do primeiro semestre do curso de Engenharia Civil foram suspensas por tempo indeterminado.
- Proteção ostensiva: A segurança interna no bloco da Engenharia foi redobrada. Além disso, a universidade acionou o 1º Comando do Batalhão da Polícia Militar, que disponibilizou uma viatura fixa em frente ao prédio para impedir a aproximação do suspeito.
- Comunicação oficial: Todas as atualizações e desdobramentos do caso estão sendo reportados em tempo real às autoridades policiais competentes.



