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Queda no preço do suíno vivo pressiona produtores e acende alerta para crise em Mato Grosso

Produtores de suínos de todo o estado de Mato Grosso enfrentam um cenário de forte preocupação em 2026 diante da queda acentuada no preço pago pelo suíno vivo. Dados divulgados pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso apontam que o valor do quilo recuou de R$ 8,00 em janeiro para R$ 5,80 nesta semana, representando uma redução de 27,5%. O patamar atual é o mais baixo registrado desde abril de 2024.

A retração nos preços tem impactado diretamente a rentabilidade dos produtores, que já operam no limite financeiro. Segundo o levantamento da entidade, o prejuízo médio chega a cerca de R$ 60,00 por animal enviado ao abate, resultado da combinação entre receita menor e custos de produção elevados. Insumos como ração e logística continuam pressionando as margens, agravando a situação no campo.

Apesar da queda significativa no valor do suíno vivo e também da carcaça, o consumidor final ainda não percebe alívio nos preços da carne suína. De acordo com o setor produtivo, supermercados e açougues mantêm os valores elevados, o que gera insatisfação entre produtores e dificulta o aumento do consumo, considerado essencial para reequilibrar o mercado.

O presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso, Frederico Tannure Filho, destaca que a falta de repasse da redução ao consumidor compromete toda a cadeia produtiva. Ele defende que o varejo acompanhe a queda nos preços para estimular a demanda e aliviar os prejuízos enfrentados pelos suinocultores.

Diante desse cenário, a entidade reforça a necessidade de maior integração entre os diferentes elos da cadeia da suinocultura. A expectativa é que medidas de conscientização e ajustes no mercado possam ajudar a restabelecer o equilíbrio do setor, evitando impactos ainda mais severos para a produção em Mato Grosso nos próximos meses.

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