Um projeto de lei que está na pauta da Assembleia Legislativa do Estado pretende proibir que restaurantes e dos bares deixem nas mesas ou ao alcance dos clientes saleiros e pacotinhos de sal. O objetivo é buscar reduzir o consumo diário de sal e, com isso, também, os riscos de problemas cardíacos.
A proposta ainda não tem data para ser votada, mas já está provocando polêmica nas ruas.
As pessoas se dividem entre contra e a favor da medida. Isso porque ocorre uma morte a cada dois minutos no país de vítimas de infarto e derrame cerebral, que deixa 300 mil mortos por dia.
O excesso de sal na alimentação também pode colaborar para problemas de saúde, segundo nutricionistas, aumentando a pressão sanguínea e comprometendo também o coração.
As pessoas consumem em média de 12 a 15 gramas de sal, por dia. O ideal seriam apenas 4 gramas.
"Não dá para diminuir tanto o sal, porque as pessoas vão reclamar. A gente procura colocar temperos naturais, mais cebola, alho, diminuir um pouco o tempero industrializado", diz a nutricionista Natalie Conti.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia é a favor da medida.
"Se na mesa do restaurante não tiver o saleiro, o máximo que vai acontecer é a pessoa pedir o saleiro e neste período de vir, a pessoa já pode colocar a comida na boca e ver que já tem sal e não precisa colocar mais", afirma o diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Celso Amadeo.
O projeto de lei pretende proibir a exposição de todos os tipos de recipientes que contenham cloreto de sódio (sal de cozinha) em mesas e balcões de bares, restaurantes, lanchonetes e similares, situados no Estado de São Paulo. A lei prevê, a quem descumprir a regra, multa. Em caso de reincidência, a multa será dobrada.
Fonte: G1

