Cidades

Prefeitura cobra administração sobre falta de leitos

A urgencialização de internações por parte de alguns prestadores de serviço, a crescente fila de liminares de procedimentos e a recusa de procedimentos contratados foram os temas de reunião entre representantes da Prefeitura e dos Hospitais filantrópicos públicos municipais de Cuiabá. A urgencialização foi considerada um dos grandes gargalos da saúde pública municipal, pois pacientes que deveriam ser atendidos acabam na fila, sendo preteridos por outros. 

O prefeito Emanuel Pinheiro e a secretária municipal de saúde, Elizeth Araújo, receberam nesta sexta-feira, 24, os representantes dos Hospitais Santa Casa, Universitário, de Câncer e Santa Helena e ainda dos Hospitais São Benedito, Pronto Socorro, e membros da Central de Regulação e da Diretoria da Atenção Secundária. A reunião de alinhamento aconteceu na Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Durante o encontro, foram apresentados os percentuais das internações contratadas e das realizadas no período de janeiro a setembro de 2017. “Meu objetivo é organizar o sistema para fazê-lo funcionar de forma eficiente. Tenho a disposição política para fazer o que for necessário, mas para isso preciso que tenhamos uma relação franca, transparente, que nos permita dar uma resposta positiva para a sociedade. Nós os contratamos para nos dar suporte e precisamos que vocês, hospitais filantrópicos, façam a sua parte”, reforçou.

A secretária expôs o problema considerado um dos grandes gargalos da saúde pública do município, que é a urgencialização. “A Central de Regulação regula o paciente para realizar o procedimento. Muitas vezes acontece de chegar a vez dele e não o chamarem, enquanto outro paciente é atendido no processo de urgencialização. Já estamos fazendo uma supervisão nos leitos contratados para ver se os pacientes que estão ocupando são os que foram regulados ou se são os urgencializados”, frisou.

Casos específicos

Os representantes dos hospitais filantrópicos concordaram com esta ação e chegaram a um acordo com a secretária Elizeth que só terão porta aberta para urgência em casos específicos: os de pacientes de Obstetrícia, Cardiologia, Oncologia e Hemodiálise, em seus respectivos serviços assistenciais aos quais são vinculados no tratamento.

 Ficou decidido que na próxima semana a secretária municipal de saúde fará reuniões individuais com os gestores de cada hospital filantrópico para identificar os problemas específicos de urgencialização, que furam a fila da regulação e para alinhar as ações e medidas que serão tomadas para a interrupção dessa prática, propiciando maior transparência no acesso aos serviços. 

Redação

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