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Homem é condenado a mais de 52 anos de cadeia por matar ex e sogros com tiros na cabeça em Cuiabá

Um homem foi condenado a 52 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da ex-companheira e dos ex-sogros, mortos a tiros dentro da residência da família, no bairro Coxipó, em Cuiabá. O crime ocorreu em setembro de 2009, quando Moacir Gonçalves Júnior invadiu a casa armado e efetuou disparos contra Alessandra de Paula Leandro, a mãe dela, Maria Aparecida de Paula Leandro, e o padrasto, Levi Monteiro de Souza. Segundo as investigações, as vítimas foram atingidas principalmente na região da cabeça.

A condenação foi definida nesta quinta-feira (7) pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceu a autoria e materialidade dos crimes, além das qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas. A acusação em plenário foi conduzida pelo promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o triplo homicídio foi motivado pela inconformidade do acusado com o fim do relacionamento. O processo aponta que Moacir mantinha histórico de ameaças e violência doméstica contra a ex-companheira e os familiares dela. Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o crime foi cometido de forma premeditada e com extrema violência.

O caso ganhou repercussão à época porque, após os assassinatos, o acusado deixou uma carta culpando a ex-companheira pelo crime, alegando que ela não permitia que ele visse os filhos do casal. As investigações também revelaram que ele chegou a ir até a escola das crianças com a intenção de matá-las, mas a ação foi impedida pela polícia.

Moacir Gonçalves Júnior permaneceu foragido por cerca de 16 anos e foi localizado em março de 2025 na cidade de San Ignacio de Velasco, na Bolívia, durante operação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso e da polícia boliviana. No momento da prisão, foram apreendidas seis armas de fogo com o condenado. Após a captura, ele foi deportado para o Brasil e transferido para Cuiabá.

Ao proferir a sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena total em 52 anos de reclusão. Em plenário, o promotor Rodrigo Ribeiro Domingues destacou a gravidade do crime e o contexto de violência doméstica que antecedeu o assassinato das três pessoas da mesma família. Segundo ele, a condenação reforça a necessidade de proteção à vida e de combate à violência contra as mulheres.

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