O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou que não vê problemas na realização de operações policiais ou investigações dentro da Prefeitura e afirmou que o município está à disposição das autoridades. Segundo ele, documentos, computadores e outros materiais necessários às apurações podem ser entregues aos investigadores sempre que solicitados.
“Qualquer um que quiser fazer uma operação no município de Cuiabá pode ir lá a qualquer hora do dia”, afirmou o prefeito.
Abilio disse ainda que a administração municipal mantém acordos de cooperação com órgãos de segurança e que não há resistência quanto ao fornecimento de materiais que possam contribuir com investigações. Ele afirmou que a mesma disposição vale até mesmo para sua residência.
“Nós não temos preocupação com isso. Ah, mas tem que ir lá na minha casa. Tranquilo, não tem problema nenhum. Pode ir”, declarou.
Apesar da postura aberta em relação às apurações, o prefeito fez uma distinção entre operações com finalidade investigativa e ações que, na avaliação dele, poderiam ser usadas para gerar exposição pública. Abilio criticou o que chamou de transformação de operações policiais em “espetáculo”, especialmente durante o período eleitoral.
“Se há necessidade de fazer uma operação para ir na casa do cara às seis horas da manhã, faça. Mas não chega lá e pega só o passaporte do cara e vai embora”, afirmou.
Para o prefeito, quando existe necessidade concreta de investigação, não há justificativa para que agentes públicos tentem impedir a atuação das autoridades. Ele citou como exemplo uma eventual apreensão de seu próprio passaporte.
“Pode ir lá na minha casa pegar o quê? O meu passaporte? Pô, é só pedir, eu vou lá e levo meu passaporte”, disse.
Abilio afirmou também considerar possível a realização de operações em diferentes esferas do poder público durante o período eleitoral. “Pode acontecer de uma operação na Prefeitura de Cuiabá simplesmente por causa do processo eleitoral? Pode”, declarou.
Ao comentar denúncias relacionadas à Secretaria Municipal de Educação, o prefeito disse que ele próprio encaminhou o caso aos órgãos de controle. Para Abilio, uma eventual investigação decorrente da denúncia seria legítima, já que, segundo ele, foi a própria administração que levou a suspeita ao conhecimento das autoridades.
“Nós que denunciamos a suspeita da Secretaria de Educação. Eu que fui lá e protocolei a denúncia. Se eu não falo, ninguém ia ficar sabendo”, afirmou.
Por fim, Abilio defendeu que as apurações sejam realizadas de forma ampla e sem seletividade, inclusive em relação à movimentação de dinheiro durante o período eleitoral. “Investiga, pô”, disse.
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