O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, cancelou a reunião que havia marcado para ontem (23) com representantes dos hospitais filantrópicos. Por meio da assessoria de imprensa, o prefeito informou que optou por reunir-se com sua equipe técnica para discutirem sobre os pontos mais relevantes e elaborarem uma proposta para evitar que os hospitais filantrópicos parem.
É importante ressaltar, diz a nota, que os repasses para os hospitais filantrópicos são feitos de forma tripartite (governos federal, estadual e municipal) e que o prefeito, juntamente com sua equipe técnica não estão medindo esforços para resolver o problema. “Reconhecemos que os hospitais filantrópicos realizam um trabalho essencial para a humanização da saúde pública não apenas da capital, como também do interior, pois centenas de pessoas vêm receber tratamento médico em Cuiabá. Estamos trabalhando incessantemente para chegarmos a um consenso e solucionarmos o quanto antes esta questão”, afirmou o prefeito.
O secretário municipal de Saúde, Huark Douglas Correia vai reunir-se com os representantes dos hospitais filantrópicos para apresentar a proposta elaborada pela equipe técnica. “Nesta quarta-feira (24) receberemos os diretores dos hospitais filantrópicos para chegarmos a uma solução para este impasse. Estas unidades de saúde são muito importantes, pois a vida de milhares de pessoas depende do trabalho deles. Tenho certeza que vamos conseguir resolver o problema de uma forma que seja favorável para todos”, falou o secretário.
Três hospitais com atendimento filantrópicos podem suspender parcialmente suas atividades a partir desta terça-feira (23) por falta de pagamento de contratos pela prefeitura. Diretores dos hospitais do Câncer, Geral e do Santa Helena cobram cerca de R$ 2,8 milhões referentes a serviços prestação ao Poder Público cujos pagamentos estão atrasados há até dez meses.
A informação é do diretor do Santa Helena, doutor Marcelo Sandrin. Ele afirma que a prefeitura deve quitação de serviços para serviços especializados em diferentes áreas nos três hospitais e caso não haja acordo com o secretário Huark Douglas Correia.
“É bom que se esclarece que não é uma contribuição que o Poder Público parou de passar é agora estamos buscam confundir. São contratos assinados que até o momento estávamos mantendo por conta própria o atendimento, mas agora não temos mais de onde tirar o dinheiro”, pontua.
Sandrin afirma que tentativas de negociação vem sendo feita com a Secretaria de Saúde de Cuiabá desde o início do ano, mas sem qualquer previsão para quitação das dívidas. A assessoria de imprensa da pasta informou que houve reformulação da forma de pagamento em alguns serviços o que pode ter influenciado no prolongamento dos atrasos, mas não detalhou o impasse.
No Hospital Geral podem ser afetados os serviços na UTI nível 3 (grandes cirurgias), no HCan na UTI nível 2, de procedimentos de riscos, e no Santa Helena o setor de obstetrícia e ginecologia, de atendimento de portas abertas – o hospital atende, em média, quatro mulheres em trabalho de parto por hora.



