Um crime brutal chocou o bairro Parque Atlântico, em Várzea Grande, nesta quinta-feira (07.05.2026). Elzilene Alves do Nascimento, de 49 anos, foi encontrada morta em uma área de mata após ser assassinada pelo próprio companheiro, Francisco Carlos, de 67 anos. O casal estava junto há 30 anos e possuía filhos adotivos.
O corpo foi localizado apenas hoje, após o suspeito procurar a delegacia durante a madrugada para confessar o crime e indicar o local onde havia escondido a vítima.
Ciúmes e Comportamento Controlador
De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o relacionamento era marcado por um histórico de ciúmes excessivos e possessividade. Familiares de Elzilene relataram que, embora não houvesse registros formais de violência doméstica, agressões físicas já haviam ocorrido anteriormente.
- Desejo de separação: A vítima manifestava a vontade de terminar o relacionamento, mas Francisco não aceitava o fim do convívio.
- A “Justificativa”: O suspeito alegou ter recebido um vídeo de “visualização única”, enviado por um número desconhecido, que supostamente comprovava uma traição. A polícia agora pericia o celular do agressor para verificar a veracidade da história.
O Crime e a Frieza do Suspeito
Segundo o delegado Rogério Gomes, o assassinato foi premeditado. Francisco descobriu a suposta traição no sábado (02) e planejou o ataque para a terça-feira (05).
- A Emboscada: O marido convidou a esposa para sair e a levou até uma região de mata de difícil acesso.
- O Ataque: No local, ele a confrontou. Elzilene chegou a pedir perdão, mas foi agredida e desmaiou. Ao recobrar a consciência e gritar por socorro, foi atingida por múltiplos golpes de faca.
- A Ocultação: Francisco arrastou o corpo até a beira de um córrego e o enterrou.
- A Farsa: Após o crime, o homem registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento, tentando despistar a polícia e os familiares que já desconfiavam dele.
Divergência no Depoimento e Perícia
Durante o interrogatório, o suspeito demonstrou frieza e tentou minimizar a violência, alegando ter desferido apenas três facadas. No entanto, a perícia técnica da Politec desmentiu a versão: foram constatadas 10 perfurações de arma branca, sendo três no peito, quatro nas costas e as demais nas mãos e braços (indicando que a vítima tentou se defender).
A faca utilizada no crime ainda não foi localizada. Francisco Carlos foi autuado em flagrante por feminicídio e ocultação de cadáver, permanecendo à disposição da Justiça.
Canais de Ajuda: Se você ou alguém que você conhece sofre violência doméstica, denuncie. Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar).



