Condições
O motim dos PMs começou no dia 18. Desde então, pelo menos 230 policiais foram afastados e não receberão o salário por 120 dias. Além disso, eles podem ser expulsos da corporação e é esse um dos impasses para o avanço das negociações entre líderes da paralisação e do governo estadual. Entre as reivindicações dos policiais está um pedido de anistia para os grevistas.
Contrário à condição imposta pelo movimento, o governador Camilo Santana enviou Proposta de Emenda à Constituição (PEC) à Assembleia do Ceará para assegurar, em lei, o veto ao “perdão” para os envolvidos.
Os deputados aprovaram urgência de tramitação da matéria ontem mesmo, mas o projeto não foi à votação em seguida porque na Comissão de Constituição e Justiça houve pedido de vistas pelo deputado André Fernandes (PSOL). Em razão disso, a matéria deve ser discutida novamente amanhã.
O deputado Soldado Noélio (PROS), que já foi policial, reforça o pedido de um diálogo mais amplo entre o governo e as categorias. “O que a gente tem percebido é que a vontade de punir é maior do que a vontade de resolver o problema. Enquanto houver essa queda de braço, a população vai continuar sofrendo”, afirmou.
Já o líder do governo, deputado Julio César Filho (Cidadania), que é relator da PEC, diz que a anistia é inegociável. “Aqueles que cometeram crime, que colocaram a população de refém precisam arcar com as consequências.”
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

