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Dupla de facção é condenada a quase 62 anos por amarrar e executar vítima a tiros em Sorriso

Dois integrantes de uma facção criminosa foram condenados a 30 anos e oito meses de reclusão, cada um, pela execução de Josuel Pinto Nascimento, em janeiro de 2024, em Sorriso (420 km de Cuiabá). Antônio Lázaro Simão Cruz e Antônio José da Silva Santos renderam, dominaram e amarraram a vítima dentro de uma construção no bairro Jardim Paraíso antes de efetuarem diversos disparos de arma de fogo contra ela.

A condenação foi definida pelo Tribunal do Júri de Sorriso, que acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Os jurados reconheceram três qualificadoras: motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito.

Segundo as investigações, Josuel foi levado ao imóvel durante a madrugada de 9 de janeiro de 2024, onde foi recebido pelos dois acusados. A apuração apontou que a execução teria sido determinada pela organização criminosa como forma de punição, sob a alegação de que a vítima teria traído a confiança da facção.

Durante o julgamento, o MPMT apresentou provas testemunhais, periciais e digitais que demonstraram a participação dos réus no homicídio e a vinculação deles à organização criminosa. A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, que também destacou a atuação dos condenados na execução.

Para o promotor, a decisão reforça a atuação do sistema de Justiça contra organizações criminosas. “Facção não é Estado, tribunal do crime não é Justiça e execução não é sentença”, afirmou. Segundo ele, a pena representa uma resposta à execução praticada sob a lógica do crime organizado e à tentativa de impor poder por meio da violência e do medo.

joaofreitas

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