A Polícia Judiciária Civil (PJC) entregou cheques e documentos queimados em churrasqueira do médico Flávio Alexandre Taques, investigado na segunda fase da Operação Sangria. Ele considerado foragido deste a manhã de ontem, quando a ação foi deflagrada.
A polícia afirma que o médico foi avisado sobre a operação e mandado de prisão. Ele saiu de casa cinco minutos antes da equipe de diligência chegar.
“Os policiais estiveram em um endereço dele em Várzea Grande [ontem], para cumprir o mandado de prisão, mas no local foram informados pela ex-mulher do suspeito que ele estava em outro endereço, o condomínio Residencial Mariana, em Cuiabá. No local, os policiais chegaram às 7h20 e ele havia saído às 7h15. Pelas imagens do circuito de câmeras do condomínio, os policiais observaram que um veículo Prisma branco entrou pela garagem do prédio, o alvo (Flávio) entrou no carro e saíram tomando rumo ignorado”, diz nota divulgada pela PJC.
A polícia fez vistoria na casa encontrou na churrasqueira documentos queimados. Alguns fragmentos foram recolhidos para análise. Foi apreendido um cheque no valor de R$ 260 mil, datado de fevereiro de 2016 por uma construtora.
Flávio Taques é o último alvo da Operação Sangria 2. Ontem (18), foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e quatro buscas e apreensão. Entre os alvos, três médicos, um gerente de licitação, um coordenador financeiro, parente, e funcionários das empresas prestadoras de serviços médicos hospitalares, e que estariam tentando obstruir as investigações.
São eles: Huark Douglas Correia da Costa (ex-secretário de Saúde), Fábio Liberali Weissheimer, Adriano Luiz Sousa, Kedna Iracema Fonteneli Servo, Celita Liberali, Luciano Correa Ribeiro e Fábio Alex Taques. Todos estão sendo levados para a Defaz. Um ainda está em fase de cumprimento dos mandados. O ex-secretário municipal Huark Douglas Correia da Costa foi preso pelo delegado Lindomar Tofoli efetuou em uma chácara em Santo Antônio do Leverger.








