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PF cumpre 8 mandados de prisão em MT, AP, e PR contra fraude em títulos de terras

Oito pessoas são alvo da Polícia Federal (PF) no Amapá (AP), em Mato Grosso (MT) e no Parará (PR) na manhã desta terça-feira (13). A investigação aponta que elas fazem parte de um esquema de corrupção na concessão de títulos de terras públicas da União, assim como exploração de minério e madeira ilegal no Amapá.

São alvos dos mandados servidores da Superintendência do Patrimônio da União (SPU/AP), Agência Nacional de Mineração (ANM/AP), Terra Legal e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra/AP). A PF não detalhou quantas pessoas foram presas até a última atualização desta matéria e nem informou as identidades dos envolvidos.

A ação faz parte da operação Miríade. A PF detalhou que, além dos oito mandados de prisão, também são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Macapá (AP), Cascavel (PR), Mirassol d’Oeste (MT) e Sorriso (398 km de Cuiabá-MT).

De acordo com a PF, a organização criminosa catalogava áreas para legalização fundiária, realizava fraudes no Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), bem como falsificações de documentos públicos, objetivando dar aparente legalidade a posses irregulares de terras da União para empresários.

A investigação apurou ainda que as terras eram oferecidas pelo valor de R$ 1 mil o hectare. Nesse tempo, teria sido ofertado um total de 60 mil hectares, que poderia gerar um prejuízo de aproximadamente R$ 60 milhões aos cofres públicos. Não há informações se essa quantidade de terra foi de fato comercializada ilegalmente.

A ação é resultado de trabalho em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e é desdobramento da operação Fast Food deflagrada em abril, também como desdobramento de outra operação, Estrada Real, realizada em 2017. O cumprimento dos mandados conta com a atuação de cerca de 60 policiais federais.

Os investigados devem responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa/passiva, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informação, estelionato qualificado e falsidade ideológica. Se condenados, as penas somadas podem chegar a 45 anos de reclusão.

A PF detalhou que “Miríade”, que intitula a operação, é o nome dado a um numeral grego que é equivalente ao valor de dez mil. Na língua portuguesa, no entanto, a palavra miríade também costuma ser aplicada no sentido figurado para representar uma quantidade elevada de alguma coisa, mas de valor indefinido.

Redação

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