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“Pedir perdão pelos pecados”: Lúdio ironiza vinda de Flávio Bolsonaro a Cuiabá e cita elo com ex-banqueiro

A confirmação da presença do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), na Marcha para Jesus em Cuiabá — agendada para o próximo dia 20 de junho — agitou o cenário político local. Enquanto aliados preparam a recepção, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) aproveitou a ocasião para ironizar a agenda religiosa do adversário.

Para o parlamentar petista, o evento deveria servir como um momento de “revisão de culpa” para o senador.

“Eu espero que ele venha participar da Marcha para Jesus para orar e pedir perdão dos pecados que ele cometeu. Especialmente os últimos pecados da relação dele com o Daniel Vorcaro”, disparou Lúdio em coletiva nesta quarta-feira (17).

A declaração associa Flávio Bolsonaro ao empresário controlador do Banco Master, figura que se tornou o epicentro de recentes polêmicas e escândalos políticos em Mato Grosso e no cenário nacional. Lúdio completou afirmando que o senador precisa aproveitar toda igreja em que entrar para “orar bastante”, alfinetando o histórico da família.

“Quem tem consciência da inocência não foge”

Durante a entrevista, o deputado também comentou a recente condenação do irmão de Flávio, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Na última terça-feira (16), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, além da perda dos direitos políticos por oito anos.

Eduardo — que perdeu o mandato após se ausentar da Câmara e se mudar para os Estados Unidos — foi punido por crime de coação no curso do processo, ao tentar articular retaliações internacionais contra o Brasil para blindar o ex-presidente Jair Bolsonaro nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado.

Lúdio classificou a condenação como a “Justiça cumprindo seu papel” e rechaçou prontamente a tese de perseguição política (“guerra jurídica”) levantada pela base bolsonarista. Para ele, o autoexílio de Eduardo foi motivado exclusivamente pelo medo do avanço da Polícia Federal.

  • “É porque ele sabia dos crimes que ele tinha cometido. Quando você tem consciência da inocência, você fica e se defende, você não foge. O que o Eduardo Bolsonaro fez? Foi fugir para os EUA”, declarou o petista.

A ponta do iceberg e a conexão com o Texas

Encerrando as críticas, Lúdio Cabral sugeriu que a condenação de Eduardo no STF é apenas uma fração de investigações maiores e sigilosas que ainda virão à tona, conectando novamente o Banco Master aos negócios internacionais da família.

“Isso é só a ponta do iceberg. A hora que a Polícia Federal desvendar o dinheiro do Vorcaro, que foi parar naquele fundo lá do Texas, que é administrado pelo advogado do Eduardo Bolsonaro, aí sim que a verdade e os crimes da família Bolsonaro vão se revelar”, concluiu o deputado.

Lucas Bellinello

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