Viajar de avião partindo ou chegando a Mato Grosso continua mais caro do que no restante da região central do Brasil. De acordo com o Painel de Tarifas Domésticas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o valor médio da passagem no estado atingiu R$ 745,50 por trecho em junho, o que representa um custo 6,15% superior à média do Centro-Oeste (R$ 702,25).
Apesar do preço estadual estar acima do patamar regional, o mato-grossense sentiu um leve alívio no bolso em comparação aos meses anteriores.
- Queda Anual em MT: O valor de junho de 2026 foi 4,85% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado (R$ 783,67).
- Queda Mensal em MT: Em relação a maio deste ano (R$ 757,36), o recuo foi de 1,59%.
Esse movimento de queda em Mato Grosso vai na contramão do restante do Centro-Oeste, que registrou encarecimento das passagens. A média regional subiu 10,20% no comparativo anual (saltando de R$ 637,71 em junho de 2025 para R$ 702,25 agora) e 6,85% no comparativo mensal.
Ranking de Preços por Companhia Aérea
O levantamento da Anac também detalhou como cada empresa precificou seus trechos. Em Mato Grosso, a Azul operou com a tarifa mais alta, enquanto no cenário regional geral, a Latam liderou os custos:
| Companhia | Tarifa Média em MT | Tarifa Média no Centro-Oeste |
|---|---|---|
| Azul | R$ 772,38 | R$ 693,32 |
| Latam | R$ 755,60 | R$ 729,34 |
| Gol | R$ 670,01 | R$ 646,46 |
O Peso do Combustível
Um dos principais vilões para a precificação das passagens continua sendo o custo operacional. O querosene de aviação (QAV) foi comercializado em junho a uma média de R$ 5,66 por litro.
O impacto é expressivo: o combustível sofreu uma alta de 57,6% em relação a junho de 2025 e de 34,1% na comparação com junho de 2024.
Panorama Nacional e Metodologia
No cenário nacional, a tarifa média ficou estabelecida em R$ 660,54. Os dados da Anac mostram que a maioria dos brasileiros conseguiu acessar faixas de preço mais econômicas:
- 47,2% dos assentos no Brasil foram vendidos por menos de R$ 500.
- 65% dos bilhetes ficaram abaixo da tarifa média nacional.
- 6,3% das passagens custaram mais de R$ 1.500.
O que entra na conta? A metodologia da agência reguladora calcula apenas o valor seco do transporte aéreo. Estão excluídos da conta as taxas de embarque, serviços adicionais (como bagagem despachada e marcação de assentos), além de passagens emitidas via programas de milhagem ou tarifas corporativas.

