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O tratamento para vítima é só de redução de dano, não tem como apagar um estrupo

Da rejeição do próprio corpo ao desregramento sexual, os traumas provocados podem manifestar-se de diversas formas. Mas, de acordo com a psicoterapeuta sexual Imacolada Marino Gonçalves, que atua em São Paulo no atendimento de mulheres violentadas, eles sempre existem. "Toda agressão deixa sequela, imagina contra o próprio corpo. O tratamento é só de redução de dano, mas não tem como apagar um estupro."

Imacolada destaca que, nos casos de estupro de vulnerável, a maior parte das vítimas está em processo de transição do corpo infantil para o de mulher. "Muitas passam a apresentar dificuldades na mudança. Quando começam a transformação, manifestam medo de chamar atenção e atrair homens", diz. "Há casos de meninas que usam faixas para esconder os seios ou param de comer para o corpo não assumir forma de mulher."

Como consequência de abusos sofridos, a psicoterapeuta sexual afirma que é comum haver casos de vaginismo – contração involuntária da musculatura que impede o ato sexual. Vítimas de estupro podem apresentar, ainda, dificuldade de relacionamento e falta de confiança nos parceiros. "Mas cada caso é um caso. Há quem se jogue em relações sexuais e chegue até a se prostituir", afirma.

Agressor

Segundo Imacolada, em muitos casos, o autor do estupro também foi vítima de abusos sexuais na infância. "Para nós é uma perversão. Mas para o funcionamento psíquico do agressor, não", diz. "Na maioria das vezes, a criança é molestada por um ente querido, então pode atribuir o sentido de que o estupro é uma forma de obter carinho."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Redação

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