DESTAQUE 2 Saúde

MT Hemocentro celebra Dia Mundial da Hemofilia com foco na vida ativa

Nesta sexta-feira (17 de abril de 2026), o Dia Mundial da Hemofilia ganha um significado especial no MT Hemocentro, em Cuiabá. Atualmente, a unidade é o porto seguro para 254 pacientes que convivem com a deficiência de coagulação sanguínea no estado. Mais do que um banco de sangue, o local funciona como um centro de reabilitação que permite a crianças e adultos desafiarem as estatísticas da genética.

O Choque e a Superação Para Aline Evelly da Cruz, mãe de Daniel, de 7 anos, o diagnóstico de Hemofilia A veio acompanhado de hematomas inexplicáveis enquanto o filho engatinhava. O medo do desconhecido foi a primeira barreira. “Foi um choque porque nunca tinha ouvido falar sobre. Mas hoje, com o tratamento de 15 em 15 dias, ele joga bola e anda de bicicleta”, relata. O caso de Daniel reflete o de muitos outros que vêm do interior, como os irmãos Anderson e Lucas, de Mirassol d’Oeste, cujas famílias encontraram na equipe de Cuiabá a resposta para o desespero inicial.

A Ciência por Trás do Sangue A hemofilia é uma condição genética ligada ao cromossomo X, afetando majoritariamente o público masculino. Ela se divide em dois tipos principais:

  • Hemofilia A: Deficiência do Fator VIII.
  • Hemofilia B: Deficiência do Fator IX.

Sem esses fatores, o corpo não consegue formar o “tampão” necessário para estancar sangramentos, tornando simples traumas em eventos graves.

“A unidade possui uma equipe multidisciplinar para garantir o tratamento especializado e humanizado. Aqui, os pacientes realizam todos os exames sem precisar de mais deslocamentos”, explica o diretor Fernando Henrique Modolo.

Estrutura e Cuidado Integrado O diferencial do MT Hemocentro em 2026 é a sua equipe de 38 servidores. O cuidado vai além da hematologia: ortopedistas monitoram a saúde das articulações (frequentemente afetadas por sangramentos internos), fisioterapeutas garantem a mobilidade e psicólogos auxiliam no enfrentamento da doença crônica.

Com o diagnóstico precoce — geralmente observado nos dois primeiros anos de vida através de manchas roxas ou dores fortes — e a reposição constante dos fatores, a hemofilia em Mato Grosso deixou de ser uma sentença de isolamento para se tornar uma condição gerível, onde o maior fator de sucesso é o acesso democrático ao tratamento público.

Lucas Bellinello

About Author

Deixar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.