Cerca de R$ 414 milhões devem ser movimentados na economia de Mato Grosso com as compras para o Dia dos Pais, celebrado em 9 de agosto. A projeção é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), com base em levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise (IPF-MT), que aponta que 42,6% da população do estado pretende presentear na data. As roupas lideram a preferência dos consumidores, seguidas por cosméticos, perfumes e calçados.
A pesquisa, realizada entre os dias 13 e 17 de julho com 512 pessoas em 32 municípios, mostra que 42,7% dos entrevistados pretendem comprar roupas, enquanto 20,6% optarão por cosméticos e perfumes. Os calçados aparecem na sequência, com 9,63% das intenções de compra. Apesar da proximidade da data, 11% dos participantes afirmaram ainda não ter decidido qual presente irão adquirir.
Embora o percentual de consumidores dispostos a comprar tenha recuado em relação ao ano passado — de 45,9% em 2025 para 42,6% em 2026 —, o ticket médio apresentou crescimento. O gasto médio previsto passou de R$ 334,89 para R$ 353,80, alta real de 0,96%, já descontada a inflação. Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli, o cenário indica um consumo mais seletivo, mas com maior disposição de gasto entre quem pretende presentear.
As lojas localizadas nos centros das cidades devem concentrar a maior parte das vendas, já que 60,55% dos consumidores afirmaram que farão as compras nesses estabelecimentos. Os shoppings aparecem como segunda opção, com 19,7% das preferências, enquanto 11,9% pretendem adquirir os presentes por meio de sites e aplicativos. Entre as formas de pagamento, o Pix lidera com 44% da preferência, seguido pelos cartões de crédito, com 39%.
Entre os entrevistados que não pretendem comprar presentes, 54,1% disseram que não irão consumir na data e 3,3% ainda estão indecisos. O principal motivo apontado foi a falta de costume de comemorar o Dia dos Pais, resposta dada por 71,4% desse grupo. Outros 16,3% citaram dificuldades financeiras, enquanto parte dos entrevistados mencionou falta de tempo, distância da família e problemas de saúde como razões para não participar da data comemorativa.

