O médico Emilsom Miranda Junior, 30, é procurado por policiais da Delegacia Especializada da Defesa da Mulher (DEDM), para prestar depoimento onde é acusado de agredir a sua namorada nesta última quinta-feira (14) em uma residência no bairro Jardim das Américas em Cuiabá-MT. Emilson já foi preso em 2017 após ter espancado sua ex-namorada E.N.S, 34, no bairro Santa Rosa, na capital.
De acordo com o boletim a empresária A.G.H, 39, estava com Emilson quando o casal iniciou uma discussão e em determinado momento, o bate-boca virou agressão por parte de Edmilson que passou a dar tapas na namorada, puxões de cabelo e na orelha da vítima e empurrões.
Além de agredir fisicamente a namorada, Emilson ainda ameaçou que se a empresária o denunciasse ele cortaria a filha dela em mil pedaços. A violência praticada pelo médico contra a namorada foi presenciada pela mãe de Edmilson, que abriu a porta da casa e ajudou a nora a fugir.
A vítima procurou a DEDM onde registrou um boletim de ocorrências contra o agressor, que agora é procurado onde será ouvido pela delegada titular do caso e poderá ser preso enquadrado na Lei Maria da Penha.
Emilson foi preso na madrugada do dia 17 de novembro de 2017, após agredir sua ex-companheira E.N.S, no bairro Santa Rosa.
De acordo com a vítima que contou detalhes da agressão ao Circuito Mato Grosso, Emilson apareceu pela madrugada na residência, e ao não ser atendido pela mulher, acabou pulando o muro do imóvel e invadindo a casa.
“Eu estava dormindo neste momento que ele entrou, e após conversarmos um tempo, ele pediu que eu retirasse o boletim de ocorrência que já havia feito contra ele quando me agrediu pela segunda vez. Eu conversei e estava até disposta a dar uma chance a ele, porém disse que só poderia retirar a queixa perante o juiz, foi onde as agressões começaram”, informou a vítima.
A vítima ainda informou que o motivo maior da violência, foi em decorrência da negativa dela de mentir.
“Ele pediu que eu retirasse o B.O e que mentisse perante a delegada, e informasse que quando registrei o boletim de ocorrências, eu estava bêbada, sob efeito de drogas e que foi por influência das minhas amigas, o que eu me neguei a fazer, e ai começou o descontrole dele”.
Consta no boletim de ocorrência registrado pela professora que o médico dava a ela os remédios Venvance e Ritalina, (medicamentos que atuam diretamente sobre o neurotransmissor dopamina, por isto seus efeitos de maior energia, euforia e concentração), que segundo Emilson era para causar maior concentração em Erika e com isso, seria mais difícil a mesma mentir.
Na época, a professora ainda fez um alerta sobre a periculosidade do acusado, “Essa não é a primeira e nem vai ser a última vez que ele me agride, assim como existem outros B.Os contra ele por agredir a ex-namorada. Já pedi a medida protetiva para que ele não se aproxime de mim novamente, e vou até o final com esse caso, pois ele não pode sair impune”.
Em decorrência das agressões sofridas por Edmilson, a professora teve problemas psicológicos precisando passar por tratamento, e ainda ficou com o convívio social abalado por meses, por conta das agressões e ameaças do médico.
“Tive problemas psicológicos, frequento psiquiatra até hoje, tomo calmantes e alguns remédios para conseguir dormir, mas aos poucos estou voltando a minha vida normal, mas ainda não tenho conseguido me relacionar com outra pessoa por trauma”, revelou ela.
Segundo a personal, Emilson Miranda Junior voltou a ameaçá-la cerca quatro meses após ter sido preso e foi novamente detido pela Polícia Civil.
“Ele começou me ligar e mandar mensagens no whatsapp de números desconhecidos, procurei a Delegacia da Mulher e ele foi preso em sua residência, só que continua solto, tendo que cumprir prisão domiciliar, onde os advogados dele alegaram que ele fará tratamento. Ele (Emilson) está proibido de sair de casa, sendo permitida somente a saída para tratamento médico”, contou a jovem.
Emilson ficou cinco dias preso e teve a liberdade concedida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e foi proferida pelo desembargador Marcos Machado que entendeu que a condição de dependente químico de Emilson, transformasse a prisão preventiva em internação para tratamento.
Representado pelo Décio Arantes Advogados Associados que em defesa do cliente alegou que o médico iria se tratar em uma clínica de recuperação em Campo Grande (MS), e que tais atos praticados conta sua ex-namorada, foram em função de transtornos mentais e devido ao uso de vários medicamentos que alteram o seu comportamento.
Para ter o direito ao Habeas Corpus concedido, o médico acatou uma medida protetiva e tem que manter distância mínima de um quilômetro da sua ex-namorada.
Além destas medidas, o magistrado ordenou o pagamento de R$ 28,1 mil para conceder o alvará de soltura para o acusado.
A reportagem ouviu um juiz da vara de execuções penais na época, que informou que Edmilson precisaria sim de tratamento, “Eu olhei nos olhos dele, falei muita coisa, mas ele é uma pessoa com problemas mentais, precisa de tratamento, caso ele não realize o tratamento ideal, vai acabar tirando a vida de alguém. Quando foi liberado, ele se mostrou arrependido e disse que cumpriria o tratamento psicológico corretamente, e assim espero que faça”, revelou o juiz que pediu para não ter o nome divulgado.
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