Somente no primeiro semestre deste ano, 19,6 gigawatt-hora (GWh) de energia elétrica foram furtados em Mato Grosso por meio de ligações clandestinas e fraudes na rede de distribuição. O volume, registrado entre janeiro e junho pela Energisa Mato Grosso, seria suficiente para abastecer cerca de 90 mil residências durante um mês, evidenciando o impacto desse tipo de crime no sistema elétrico do estado.
Segundo a concessionária, o montante corresponde à energia consumida sem passar pelos sistemas de medição. Sempre que uma irregularidade é identificada, equipes técnicas estimam o consumo não registrado com base em critérios como o tipo de ligação clandestina, a carga instalada no imóvel e o período em que a fraude permaneceu ativa. O levantamento permite dimensionar o prejuízo causado pelas irregularidades.
Além das perdas financeiras, a Energisa alerta que as ligações clandestinas representam riscos à segurança da população. Instalações feitas sem critérios técnicos aumentam as chances de choques elétricos, incêndios e interrupções no fornecimento de energia, afetando não apenas o imóvel fraudador, mas também moradores da vizinhança. “Quando identificamos uma fraude, não recuperamos apenas uma medição. Restabelecemos a segurança da instalação e a confiabilidade da rede elétrica. A estimativa do consumo não registrado permite mensurar a energia que deixou de ser registrada e mostrar o tamanho desse crime no estado”, afirma a supervisora de Combate a Perdas da Energisa Mato Grosso, Maria Luisa Xavier.
O furto de energia é considerado crime pelo artigo 155 do Código Penal, com pena de até quatro anos de reclusão, além da cobrança dos valores referentes à energia consumida e não faturada. A concessionária orienta que suspeitas de ligações clandestinas sejam denunciadas de forma anônima pelos canais oficiais da empresa ou às forças de segurança, por meio dos telefones 190, 181 e 197.



