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Lei garante motorista e carro blindado a familiares de Bolsonaro

Os cinco filhos do presidente eleito, Jair Bolsonaro, terão direito a carro blindado e a segurança bancados com verba pública. O Artigo 10 da Lei 13.502/17 estabelece que cabe ao Gabinete de Segurança Institucional garantir a integridade do presidente, do vice e também de seus familiares. Como os três mais velhos, Flávio, Carlos e Eduardo, estarão exercendo mandato legislativo a partir de 2019, terão, ainda, direito a proteção das Casas nas quais trabalharão. Os filhos mais novos, Renan e Laura, e a primeira-dama, Michelle, ficarão a cargo do GSI.

Déjà vu. Nesta semana, a Justiça negou ação que pedia ressarcimento a Dilma Rousseff pelo uso do carro oficial por sua filha, Paula, e o marido dela, Rafael Covolo. O juiz entendeu que há previsão legal para os deslocamentos em razão de “maior exposição pública”.

Benesses. Os servidores que farão a segurança dos filhos de Bolsonaro terão cartão corporativo para pagamento de despesas. Em 2008, uma falha no sistema revelou que um segurança pessoal de Lurian Cordeiro, filha do ex-presidente Lula, gastou R$ 55 mil em Florianópolis, onde ela mora.

Só namoro. Antonio Palocci puxou a fila. Outros presos em Curitiba começaram a discutir com a PF um acordo de delação premiada. Eduardo Cunha está entre os interessados.

Lupa. Investigadores dizem que boa parte do que Palocci delatou já foi comprovada. A equipe continua trabalhando. O ex-ministro prestou depoimentos separados para a equipe que analisa casos com e sem foro.

Bateu a meta. Guardada a sete chaves, a delação de Palocci cita muitos políticos, mas não chega a ser uma “lista de Fachin”, que tinha 63 parlamentares e oito ministros. Investigadores que no início diziam não se tratar de uma “delação do fim do mundo” agora silenciam sobre o resultado alcançado.

Sem voz. Dos 17 parlamentares da frente evangélica que entregaram a Bolsonaro uma lista com os indicados para o Ministério da Cidadania, sete não se reelegeram. Entre eles, o coordenador da bancada, Takayama (PSC-PR), e o vice, Ronaldo Nogueira (PTB-RS).

É o quê? No curso oferecido pelo Congresso aos novos deputados eleitos, um neófito teve de perguntar para o colega do lado o que era “bicameral” quando o secretário-geral da Mesa explicava que o sistema legislativo no Brasil é composto por duas instâncias, a Câmara e o Senado.

Perene. O Inmetro está com medo de ser eliminado pela degola que Bolsonaro pretende promover. Corre para aprovar um projeto de lei que o transforma em agência reguladora para, assim, ficar menos suscetível à caneta do presidente.

Fechando o cerco. A Casa da Moeda conclui até março um aplicativo de celular para identificar cigarros falsificados por meio de QR Code no selo que lacra o maço. Se for falso, o usuário poderá também fazer a denúncia.

A fatura. O objetivo é diminuir as perdas de arrecadação decorrentes da fraude, estimadas em R$ 8 bilhões por ano entre impostos federais e estaduais. Para elaborar o aplicativo, a Casa da Moeda vai investir R$ 2 milhões, em parceria com a empresa Ceptis.

PRONTO, FALEI!

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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