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Latrocida que matou sargento da PM em Cuiabá alega problemas mentais

O latrocida Kelvison Richer Silva de Oliveira, 23, que confessou ter matado o 3º sargento da PM, Marino Soares, no bairro Vila Rosa, em Cuiabá, na última sexta-feira (08), durante a audiência de custódia relatou ao juiz que possui problemas mentais e sua defesa tentou converter a prisão preventiva em medidas cautelares, mas foi negado.

Em áudio que circula nas redes sociais da audiência de Kelvison, que aconteceu no sábado (09), no Fórum de Cuiabá, o réu alegou diversos problemas de saúde e que possui filho menor de 12 anos. (Ouça o áudio abaixo).

“Eu tenho esquizofrenia, transtorno bipolar afetivo, sindrome de borderline e tumor em estado avançado no estômago”, diz parte do áudio de sua audiência, e ainda o assassino confesso relatou que faz uso de remédios controlados.

Além dos problemas de saúde, Kelvison, diz que foi espancado pelos policiais que o prenderam, “eu fui super espancado, leve tiro no ouvido, eu não tomei a decisão de fazer aquilo premeditadamente”, alega o criminoso.

A defesa de Kelvison tentou que o acusado respondesse a justiça em liberdade, porém, o pedido foi negado pelo juiz.

“Pela decisão convertermos a sua prisão em flagrante, em preventiva, e será inserido nos autos, para que o senhor seja acompanhando no presídio, para ser avaliada a sua situação”.

Ouça o áudio da audiência de custódia:
 
 
O caso:

Na ação em que  Kelvision Richer foi preso foram mobilizados policiais do 3º Batalhão e do Comando de Operações Aéreas (Ciopar). Ele foi preso em flagrante e confessou o crime, conforme a PM. 

O crime ocorreu na manhã desta sexta-feira, por volta das 9h, no bairro Vila Rosa, região do Grande CPA. Kelvison Richer Silva de Oliveira, 23, foi preso em uma casa na região de chácaras conhecida como Recanto das Seriemas, na Ponte de Ferro, em Cuiabá.

Nessa mesma área o carro do sargento, um Eco Sport, foi localizado em rondas aéreas minutos antes dessa prisão. Ao ser preso, Kelvison apresentava uma lesão de tiro na mão esquerda, que teria sofrido durante luta corporal com o sargento.

Ainda conforme a Polícia Militar, Kelvison apontou Uildes Júnior de Oliveira Passo, 21, identificado por fazer uso de tornozeleira eletrônica, como outro envolvido no caso.

Uildes responde processo por ter sido preso em flagrante em outubro de 2017 com produtos roubados/furtados. Já Kelvison, em 2018 recebeu condenação de 5 anos e quatro meses por roubo, para cumprir em regime semiaberto, e também responde por outros crimes, conforme aponta pesquisa no TJMT.

 

 

 

Redação

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