A juíza Ana Cristina Silva Mendes, da Sétima Vara Criminal, manteve a prisão do diretor da Penitenciária Geral do Estado (PGE), Revétrio Francisco da Costa, do subdiretor da unidade, Reginaldo Alves dos Santos, e dos policiais militares Cléber de Souza Ferreira, Ricardo de Souza Carvalhaes de Oliveira e Denizel Moreira dos Santos Júnior, em audiência de custódia realizada na tarde desta terça-feira (18), no Fórum de Cuiabá-MT.
Os cinco foram presos na manhã de hoje pela Operação Assepsia, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que investiga a entrada de aparelhos celulares nas unidades prisionais do Estado.
Os diretores da unidade serão conduzidos para o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). Cléber Ferreira será encaminhado para o Terceiro Batalhão da Polícia Militar. Já Ricardo Oliveira e Denizel Moreira Júnior serão levados para o Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Freezer
No dia 6 de junho, um homem, ainda não identificado, entregou um freezer camuflado com 84 telefones celulares, além de carregadores, fones de ouvido, chips e facas. De acordo com a investigação, o freezer seria entregue, com a anuência da direção da unidade, a Paulo Cesar da Silva, conhecido como “Petróleo”, e Luciano Mariano da Silva, vulgo “Marreta”. Ambos pertencem ao alto escalão da facção criminosa Comando Vermelho.
Porém, o GCCO constatou que não havia nenhum registro ou informações de entrega de eletrodomésticos na penitenciária no dia. A Polícia Civil também conseguiu comprovar que, duas horas antes do freezer ser apreendido, os cinco militares participaram de uma longa reunião a portas fechadas com um dos líderes da organização criminosa, na sala da direção.


