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Integrantes do MST encerram protestos e liberam estradas do Paraná

Integrantes do MST montaram bloqueios e ocuparam praças de pedágio em cinco pontos de estradas federais e estaduais do Paraná entre quarta (18) e esta sexta (20) (Foto: Vanessa Navarro/RPC)

Após quase três dias de bloqueios em rodovias e ocupações de praças de pedágio no Paraná, integrantes do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) encerraram na tarde desta sexta-feira (20) as manifestações no estado. Os protestos foram motivados pela desocupação da Fazenda Santa Maria, em Santa Terezinha de Itaipu, no oeste, iniciada na quarta-feira (18).

Para evitar a reintegração de posse determinada pela Justiça, alguns dos invasores da propriedade atearam fogo em pneus, tratores e caminhões na BR-277 e receberam os policiais com pedras e paus. Os agentes revidaram com gás lacrimogênio e bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes.

Em nota, a Polícia Federal em Foz do Iguaçu informou que instaurou inquérito policial para apurar quem foram os responsáveis pelo bloqueio da BR-277 em Santa Terezinha de Itaipu e pelas barreiras com fogo.

Após controlar a situação, a Polícia Militar deu prazo de dois dias para que as famílias deixassem a área ocupada desde março. A determinação foi cumprida no início da tarde desta sexta, quando as últimas 50 pessoas deixaram o local. Alguns voltaram para o antigo acampamento próximo à praça de pedágio da BR-277 em São Miguel do Iguaçu.

Ainda na quarta, outro grupo bloqueou um trecho da BR-277 em Nova Laranjeiras, na região centro-oeste. Os manifestantes lembraram também a morte de dois sem-terra em um confronto com a polícia no dia 7 de abril em Quedas do Iguaçu, no sudoeste do Paraná.

Já na quinta, integrantes do MST ocuparam as praças de pedágio de Mandaguari e de Arapongas. Os protestos se estenderam com interdições na PR-445, na região de Tamarana, e na PR-272, no acesso a Faxinal.

No mesmo dia o governo comunicou que aceitaria se reunir em Curitiba com representantes do movimento. O encontro está marcado para quarta-feira (25), no Palácio Iguaçu. O MST estima que cerca de 10 mil famílias acampadas no Paraná aguardam serem assentadas e exige uma solução prática para a questão agrária no estado.

Fonte: G1

Redação

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