A jovem Hya Girotto, de 21 anos, vítima de atropelamento na madrugada do dia 23 de dezembro passado, na saída de uma boate na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá, conseguiu se levantar da cama e dar caminhar. A informação foi postada agora há pouco pelo irmão de Hya, Gabriel Girotto, nos stories de sua conta no Instagram.
"Hya levantou da cama hoje com a ajuda da fisioterapeuta e deu alguns passos. Está se alimentando bem, sem a sonda. Foi decidido que na segunda-feira, no HGU (Hospital Geral Universitário), será realizada uma cirurgia no ombro direito para a colocação de uma placa para corrigir a fratura. Até lá, ela continuará na UTI, em observação. Continuem orando, e obrigado a todos pelo carinho", escreveu Gabriel.
Hya, Myllena de Lacerda Inocêncio, 22, e Ramon Alcides Viveiros, 25 anos, deixavam a boate por volta de 05h da manhã do dia 23 de dezembro, e caminhavam e dançavam na referida avenida, conforme imagens divulgadas pela polícia, quando em determinado momento, foram atingidos por um veículo Renault Duster Oroch, conduzido por Rafaela Screnci da Costa Ribeiro.
Os policiais que atenderam a ocorrência, no boletim de ocorrência, narram que Rafaela apresenta sinais visíveis de embriaguez, e se recusou a fazer o teste do bafômetro. A própria Rafaela contou aos policiais que havia feito a ingestão de quatro latas de cerveja horas antes do acidente.
O laudo da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) concluiu que não foi possível identificar o consumo de bebida alcoólica por parte de Rafaela, e com base neste laudo, na audiência de custódia, a condutora que atropelou as três pessoas, foi liberada mediante pagamento de fiança no valor de R$ 9,5 mil.
Ramon foi levado inicialmente para o Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá e posteriormente transferido para um hospital particular da Capital onde acabou falecendo no dia 28 de dezembro passado.
Hya também foi para o pronto-socorr de Cuiabá, porém foi transferida por ordem judicial para o Hospital Geral Universitário por necessitar de uma cirurgia cardíaca.
A Delegacia Especializada de Delitos em Trânsito (Deltran) investiga o caso.


