O empresário Gustavo Oliveira diz não acreditar que o apoio recebido nas eleições da Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso) se disperse como efeito da decisão em primeira instância que o tornou novamente inelegível para a presidência da federação. Ele afirma que a preocupação de sua chapa é reverter a liminar da justiça trabalhista para recolocar o pleito em validade.
“O meio jurídico é o recurso que a oposição tem para barrar a eleição. O resultado claro das eleições mostra que o projeto da minha foi entendido como o melhor para administrar da Fiemt, e fui procurado por outros sindicatos que manifestaram apoio ao nosso projeto, depois do resultado da eleição”.
O ex-secretário afirma que deve apresentar um novo recurso contra sua inelegibilidade na próxima semana. O Tribunal Regional do Trabalho em Mato Grosso (TRT-MT) divulgou na segunda-feira (13) o resultado da eleição da diretoria realizada no dia 3 deste mês. Gustavo Oliveira recebeu 24 votos dos 32 válidos, encabeçando a chapa 1 “União Pela Indústria”. A apuração foi realizada por determinação do desembargador Edson Bueno, que também suspendeu, liminarmente, outra decisão Justiça do Trabalho que tornara Gustavo Oliveira inelegível.
Na quarta (15), o juiz Ademar Martins Peixoto, da 6ª Sexta Vara do Trabalho, julgou o mérito do processo e entendeu que o ex-secretário não tem condições de se candidatar e assumir o cargo de presidente da Fiemt. O magistrado acatou recurso da chapa 2 na disputa, encabeçada pelo empresário Kennedy Sales. Ele argumenta que o perfil do ex-secretário não cumpre requisito de período no exercício da atividade para a apresentação do nome para candidatura.
“Essa decisão foi julgada em primeira instância, não tem trânsito julgado. A equipe jurídica da chapa está avaliando qual é o melhor recurso a apresentar e até, no máximo, terça-feira teremos uma resposta sobre o próximo passado. Esperamos que a situação esteja resolvida até novembro, quando o encerra o prazo oficial para Fiemt eleger nova diretoria”.
Desde o lançamento de campanha à presidência da Fiemt, mas de dez decisões judiciais contradizentes foram julgadas pela Justiça do Trabalho e pelo TRF-1 (Tribunal Regional Eleitoral da 1ª Região). Caso, a disputa judicial extrapole o fim do prazo de empossamento de nova diretoria, uma comissão governante provisória deverá ser escolhida para administração a federal até a definição de novos membros titulares.

