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Greve dos professores chega ao 9º dia no RS com tumultos

A greve dos professores completa nove dias nesta terça-feira (24) sem acordo entre a categoria e o governo do estado e com mais de 100 escolas ocupadas por estudantes que pedem melhores condições para a educação.

Na segunda-feira (23) estudantes e pais viveram momentos de tensão em duas escolas quando estudantes foram impedidos de entrar para acompanhar as aulas no Colégio Estadual Presidente Roosevelt e na Escola Técnica Estadual Parobé.

O secretário de Educação do Rio Grande do Sul, Vieira da Cunha, voltou de férias na segunda e prometeu buscar diálogo, após reunião com professores que não encontrou solução para o impasse.

Enquanto Vieira da Cunha se encontrava com os professores, do lado de fora, a categoria protestava. “Sartori, ladrão, tem dinheiro para empresário, mas não para educação”, gritavam. O encontro durou duas horas, mas nenhuma proposta foi apresentada. A categoria pede reposição salarial de 24%.

“É a impossibilidade de oferecer qualquer reajuste agora, sob pena de fazer proposta inexequível. Existe uma dificuldade material de se conceder reajuste nesse momento”, afirmaou o secretário após a reunião.

“Há 44 anos o estado do Rio Grande do Sul gasta mais do que arrecada e, portanto, para nós não é motivo para não apresentar nenhuma proposta”, protestou a presidente do Cpers-Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

Junto a isso, as ocupações – anteriores a greve dos professores –  já completam duas semanas, como é o caso do Colégio Emílio Massot na capital gaúcha. Os estudantes dizem esperar resposta das reivindicações apresentadas ao secretário adjunto de Educação.

Eles pedem reformas nos prédios das escolas e a retirada do projeto que permite a contratação de entidades sem fins lucrativos para a área da educação. “A gente explicou tudo para eles, mas eles simplesmente foram embora, não falaram nada”, afirma o estudante Brayan Micael Barbosa Paiva.

O sindicato dos professores contabiliza 150 ocupações em escolas de todo o Rio Grande do Sul. A Secretaria de Educação diz que monitora a situação, mas não divulga números.

Em Porto Alegre, foram registrados tumultos e confusões no Colégio Estadual Presidente Roosevelt e na Escola Técnica Estadual Parobé. Isso porque estudantes que queriam assistir as aulas discutiram com o grupo que ocupava as escolas.

“Teve uns pais que se alteraram, alunos se alteraram quase chegaram as vias de fato. Só que a gente está conversando com eles para que eles fiquem no espaço deles, mas deixem os outros terem aula normal”, contou o zelador da escola Roosevelt Claudio da Costa.

Na escola Parobé, a Brigada Militar foi acionada para garantir a segurança do grupo de estudantes que ocupava o colégio.

Fonte: G1

Redação

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