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Grávida desaparece após embarcar em carro do Uber na grande SP

Kelly desapareceu após embarcar em carro do Uber na Vila Formosa, na Zona Leste de São Paulo, na sexta-feira (30). Ela estava grávida e empolhada para chá de bebê que seria no dia seguinte, segundo familiares (Foto: Reprodução/Facebook)

Uma mulher grávida desapareceu após embarcar em um carro do Uber na Vila Formosa, na Zona Leste de São Paulo, informou sua família nesta terça-feira (4). Kelly Cristina Arruda Martins, de 37 anos, pegou o carro para ir à estação Penha do Metrô, de onde seguiria de metrô até a Vila Madalena para encontrar uma amiga. Em nota, a Uber disse que "está em contato com a família e vai colaborar com as investigações.”

Perto de completar nove meses de gravidez, Kelly, de 37 anos, organizava o chá de bebê na sexta-feira (30), segundo sua mãe. “Passei o dia com ela encomendando bolo, salgados, lembrancinhas e bebidas. Ela estava animada para a festa, que seria no dia seguinte”, contou Sandra Regina Bueno de Arruda.

Após os preparativos da festa, Kelly tinha um compromisso na sexta à noite. Ela marcou com uma amiga às 19h45 na estação Vila Madalena do Metrô, de onde seguiriam juntas para uma participação em uma pesquisa de mercado por R$ 150.

Como Kelly estava com o carro quebrado, ela recorreu ao aplicativo Uber. Sandra informou que o veículo prata modelo Ônix encostou na porta da sua casa por volta das 18h, conforme registrou a câmera de segurança de um vizinho.

Às 18h35, a amiga falou pela última vez com Kelly, que disse estar chegando a estação Penha do Metrô, para de lá seguir para a Zona Oeste da cidade. Sem outras notícias de Kelly, a amiga telefonou às 20h20 para dona Sandra.

Kelly, que está grávida de um menino e tem uma filha de 11 anos, estimava chegar em casa por volta das 22h. Como não mandou notícias até as 23h, a família intensificou as buscas. “Ligamos para o SAMU, para a Polícia Militar e para os Bombeiros, mas não foram encontradas ocorrências com o nome e o RG dela”, contou dona Sandra.

Na segunda-feira (3), a mãe de Kelly buscou informações sobre o veículo do Uber. Com o número da placa em mãos, identificado pela câmera de segurança, descobriram junto ao Detran, que se tratava de um veículo da empresa Localiza. A empresa confirmou a propriedade sobre o veículo e a parceria com o Uber, e informou que ainda não foi acionada pela polícia.

Também na segunda-feira, dona Sandra foi pessoalmente à Uber pedir informações sobre o condutor do veículo, mas a empresa disse que só ajudaria nas investigações sob ordem judicial. “Achei falta de respeito com usuário. Isso não é brincadeira. Minha família está desesperada. Minha neta Iara não come desde sexta”, disse dona Sandra.

Nesta terça-feira (4), o delegado do 41º Distrito Policial da Vila Rica, que investiga o caso, vai à empresa pedir informações sobre o motorista, o trajeto realizado e onde Kelly desembarcou, segundo dona Sandra. “Hoje de manhã a Justiça determinou a quebra de confidencialidade da Uber. Não achamos que tenham culpa, apenas queremos que digam onde ela desembarcou”, disse.

Morte do marido
A mãe de Kelly  contou que consultou o obstetra da mulher para saber sua condição de saúde, e o profissional relembrou o trauma sofrido por ela após o assassinato do marido. O médico considerou a hipótese da perda repentina de memória.

“Minha filha não teve depressão nem precisou de acompanhamento quando perdeu o marido, mas realmente ficou abalada. 20 dias depois do episódio, soube que estava grávida e isso a animou”, disse dona Sandra. “Segundo obstetra, ela pode ter sofrido um surto de memória e sentado em algum lugar. Foi um baque forte no início da gestação”, continua.

O marido de Kelly, Ivan, de 39 anos, reagiu a um assalto quando estava em seu carro e levou um tiro. O criminoso foi preso, mas ele não resistiu aos ferimentos e faleceu. O bebê, que também teria o nome do pai, nasceria no próximo dia 12.

“Hoje é o fundo do poço do desespero porque vai completar quatro dias que não tenho notícias dela. Tento não pensar no que pode ter acontecido, só na volta. Mantenho a esperança para não enlouquecer de vez, e peço que tenha sido apenas um lapso de memória”, acredita dona Sandra.

Fonte: G1

Redação

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