O Ministério da Economia anunciou nesta sexta-feira (22) o bloqueio de R$ 29,792 bilhões do Orçamento de 2019. O contingenciamento foi anunciado durante divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas referente ao 1º bimestre.
O objetivo da medida é tentar garantir o cumprimento da meta fiscal deste ano, de deficit primário de até R$ 139 bilhões. Esse será o 6º ano consecutivo de resultado negativo nas contas públicas.
A expectativa de arrecadação para 2019 caiu R$ 26,181 bilhões. Na Lei Orçamentária Anual, a projeção para a receita líquida era de R$ 1,299 trilhão. Passou agora para R$ 1,273 trilhão.
Ao mesmo tempo, as estimativas para as despesas no subiram R$ 3,61 bilhões. Passaram de R$ 1,438 trilhão para R$ 1,442 trilhão.
O governo retirou do Orçamento deste ano a previsão de receita de R$ 12,2 bilhões com a privatização da Eletrobras.
“Faz parte do princípio prudencial. Não consideramos nesse momento, mas voltaremos a considerar tão logo tenhamos indícios materiais de que a privatização acontecerá neste ano. Todo o esforço e energia do governo está sendo feito para isso”, disse o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues Júnior.
O governo reduziu a expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2019 de 2,5% para 2,2%.
O mercado financeiro vem reduzindo as estimativas de crescimento para a economia brasileira em 2018. No último boletim Focus, desta 2ª feira (18.mar), esperavam alta de 2,01%. Uma semana antes falavam em 2,28% e, 4 semanas antes, em 2,48%.
Em estudo publicado pela SPE (Secretaria de Política Econômica) do Ministério da Economia há 1 mês, a pasta projetava crescimento de 2,9% para o ano caso a reforma da Previdência seja aprovada. Sem a reforma, a projeção é de 1 crescimento de 0,8%.
Em 2018, as estimativas oficiais também foram reduzidas repetidas vezes. No início do ano, o governo esperava crescimento de 3% do PIB. No final, a projeção era de 1,4%. Na realidade, o economia cresceu 1,1% no ano passado.
inflação: de 4,2% para 3,8%. Neste ano, o governo persegue a meta do governo de 4,25%, com 1,5 ponto percentual de tolerância para baixo (2,75%) ou para cima (5,75%);
dólar: de R$ 3,60 para R$ 3,70;
IGP-DI: de 4,4% para 4,3%;
massa salarial nominal: de 7,5% para 5,1%;
preço médio do barril de petróleo: de US$ 74 para US$ 65,40.
