Foto: reprodução
Por G1
A Guarda Civil Metropolitana (GCM) entrou na Cracolândia após denúncia de roubo de celular no início da tarde desta quarta-feira (10). Os moradores da região fizeram barricadas em ao menos três ruas para evitar a aproximação de guardas civis metropolitanos ao local. Na rua Alameda Dino Bueno, foi ateado fogo em pedaços de madeira, restos de móveis e colchões.
Segundo Carlos Alexandre Braga, inspetor superintendente da GCM, por volta das 12h uma vítima relatou que teve o celular roubado na esquina das ruas Helvétia com a Rua Dino Bueno e acionou uma viatura da GCM. Os guardas foram localizar o suspeito e entraram no fluxo onde ficam os usuários de drogas.
De acordo com a GCM, houve uma reação a tiros. Quatro suspeitos foram detidos e o caso deve ser registrado no 77 Distrito Policial, da Santa Cecília. Algumas pessoas aproveitaram para fazer saques nas lojas da região da Santa Ifigênia. Os comerciantes fecharam algumas lojas.
Com o aumento da chegada de guardas, carros e motos oficiais, foram feitas ao menos outras duas barricadas, na Alameda Barão de Piracicaba e na rua Helvetia. Por volta de 12h30, policiais começaram a se aproximar munidos de escudos da barricada na Barão de Piracicaba. A Avenida Rio Branco, que dá acesso à Marginal Tietê, chegou a ser bloqueada para a ação policial.
A Tropa de Choque, da Polícia Militar, chegou a se preparar para entrar na Cracolândia. Apesar disso, de acordo com a GloboNews, não há autorização para a entrada. Por volta das 14h, segundo a GCM, a situação estava normalizada.
Nas últimas semanas, reportagem mostrou imagens da feira de drogas na Cracolândia, com venda e consumo de crack, cocaína e maconha. No último fim de semana, a polícia encontrou no Bom Retiro, próximo à região, o corpo de um socorrista que foi sequestrado após entrar na Cracolândia para tentar encontrar uma usuária de drogas que vive no local.


