Cidades

Filantrópicos anunciam paralisação de serviços por falta de recurso

Quatro hospitais filantrópicos anunciaram nesta segunda-feira (2) vão suspender seus atendimentos caso o governo não atualize repasses de ajuda de custeio até a próxima quarta (4). A dívida atual estaria em R$ 72,5 milhões, conforme o presidente do hospital Santa Helena, em Cuiabá, Marcelo Sandrin.

"Vamos parar porque não temos dinheiro para comprar remédio, comida, garantir roupa lavada, estamos falando de hospitais, as exigências básicas são estas, e a situação é muito crítica".

Além do Santa Helena, podem suspender os atendimentos hospitais Santa Casa, de Cuiabá e Rondonópolis, e Hospital Geral.

Em agosto, a Federação dos Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso (FEHOS-MT) havia anunciado a suspensão definitiva dos atendimentos também por falta de dinheiro para gerir os custos mensais.

À época, o governador Pedro Taques anunciara o cancelamento de contribuição estadual para a manutenção dos filantrópicos, com a justificativa de falta de caixa e de obrigação legal em manter o auxílio financeiro.

A situação foi contornada algumas horas antes do prazo final dado pela federal para a suspensão dos serviços. A dívida atual se arrasta deste período.

Conforme a FEHOS-MT, 60%, em média, da demanda dos pacientes atendidos pelas unidades são da rede pública. E os valores de atendimentos cobertos pelo Estado estão catalogados na tabela do SUS, que está defasada.

 A proporção de cobertura estaria hoje em 65%, conforme representantes de hospitais. No fim do mês, a conta não fecha. O Ministério da Saúde anunciou em maio deste ano não haver previsão para revisão da tabela.

Os hospitais que anunciaram fechamento das portas são: Santa Casa de Misericórdia, Santa Helena, Hospital Geral Universitário (HGU), todos em Cuiabá, e Santa Casa de Rondonópolis (210 km de Cuiabá). Na soma, serão 672 leitos de enfermaria, 158 leitos de UTI, 730 leitos comuns e 1.040 equipamentos a menos para atendimento do SUS.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou que existe dívidas com os hospitais filantrópicos desde julho, mas não há previsão para quitar os repasses.

Redação

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