Bruno Henrique de Siqueira Silva foi detido na manhã desta quinta-feira (14) pela Polícia Federal (PF), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Pascoal Ramos em Cuiabá-MT, por exercício ilegal da profissão de enfermeiro.
O suspeito que exercia a função de enfermeiro desde 2017, é contratado pela Prefeitura de Cuiabá, e após a descoberta da fraude, o mesmo foi exonerado das funções. Encaminhado para prestar depoimento na sede da Polícia Federal, Bruno foi liberado em seguida, pois a carteira apresentada por ele do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) é verdadeira.
O próprio Coren foi quem acionou o Ministério Público que encaminhou a denúncia a Polícia Federal que cumpriu o mandado de prisão na manhã desta quinta-feira. O Coren só percebeu o erro, anos após emitir a carteira profissional de Bruno e notar que o diploma apresentado por ele é falso.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) emitiu uma nota alegando que Bruno cumpria os requisitos necessários para contratação, e que exercia suas atividades de enfermeiro sem levantar alguma suspeita, e que por fim, o Coren reconheceu seu erro ao emitir o documento para Bruno exercer a função de enfermeiro.
Confira a nota da SMS na íntegra.
"Sobre a prisão do suposto falso enfermeiro, realizado pela Polícia Federal na UPA – Unidade de Pronto Atendimento 24 horas do bairro, Pascoal Ramos, a Secretaria Municipal de Saúde esclarece que;
Item -1 O suposto documento falso foi descoberto pelo COREN – Conselho Regional de Enfermagem, órgão responsável pela emissão da carteira de identificação dos profissionais de enfermagem.
Item -2 A contratação na Rede Pública de Saúde do Município exige a carteira do COREN para atestar a legitimidade do profissional. Como o mesmo apresentou o documento emitido de forma legítima pelo COREN não havia qualquer hipótese para se contestar a autenticidade do mesmo.
Item -3 O suspeito exercia as funções de enfermeiro desde 2017, e não apresentava quaisquer atos suspeitos até então.
Item -4 O Próprio COREN verificando que a universidade apresentada no diploma não existia, reconheceu que errou na confecção do documento e esteve à frente da prisão do suspeito.
Item – 4 A Secretaria de Saúde exonerou imediatamente o suspeito e coloca-se à disposição da justiça para que o caso seja apurado é punido no rigor da lei".


