Sete envolvidos por facilitar a entrada de celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE) foram indiciados pela Polícia Civil. O inquérito da Operação Assepsia, da Gerência de Combate ao Crime Organizado, foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, na tarde de quinta-feira (27).
A operação foi deflagrada no dia 18 de junho e resultou na prisão dos sete suspeitos e oito ações de busca e apreensão. Os mandados foram decretados conta cinco servidores públicos e dois internos da Penitenciária Central do Estado (PCE).
As 15 ordens judiciais são da 7ª Vara Criminal de Cuiabá e foram expedidas depois de representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público Estado, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).
Os detentos da PCE, Paulo César da Silva, conhecido como Petróleo, e Luciano Mariano da Silva, o Marreta, vão responder indiciamento por, supostamente, integrarem organização criminosa e corrupção ativa.
Os dois servidores da PCE, o diretor Revétrio Francisco da Costa e o subdiretor Reginaldo Alves dos Santos, e os três policiais militares, Cléber de Souza Ferreira, Ricardo de Souza Carvalhaes Oliveira e Denizel Moreira dos Santos Júnior, foram indiciados por promover/auxiliar organização criminosa e corrupção passiva.
Operação Assepsia
O flagrante ocorreu no dia 6 de junho, quando um homem chegou a PCE e disse que entregaria um freezer na unidade. Na oportunidade, o Sindicato dos Agentes Penitenciários de Mato Grosso informou que, ao ser questionado sobre a nota fiscal do aparelho, o entregador disse que não a teria e saiu do local rapidamente, deixando somente o eletrodoméstico na frente do complexo.
Desconfiados da ação, os agentes conseguiram identificar um compartimento falso na porta do aparelho, onde estavam escondidos telefones, fones de ouvidos, chips e carregadores.
Equipes da GCCO estiveram na PCE e, no entanto, verificaram que não havia nenhum registro de entrada ou mesmo informações acerca da entrega do referido eletrodoméstico, o que fez aumentar as suspeitas quanto a participação da administração do complexo prisional no caso.
As investigações comprovaram também que, duas horas antes do freezer ser apreendido, os diretores do presídio e os militares envolvidos participaram de uma longa reunião a portas fechadas com um dos líderes da organização criminosa, na sala da direção.


