Economia

Dólar fecha em queda, mas termina a semana em alta

O dólar recuou em relação ao real nesta sexta-feira (15), num movimento de correção após as recentes altas geradas por preocupações com a votação da reforma da Previdência que, na véspera, foi adiada para o início de 2018. O movimento, no entanto, não impediu que a moeda norte-americana fechasse em alta nesta semana, a terceira seguida, em meio a temores de que o país possa ser rebaixado novamente por agências de classificação de risco.

A moeda norte-americana caiu 0,85%, vendida a R$ 3,308.Na semana, no entanto, houve alta de 0,4%. Em três semanas, subiu 2,34%. O dólar caminha para fechar o ano em alta sobre o real, com avanço acumulado em 1,79%.

"Com a definição da data da votação (da reforma) para fevereiro, o mercado deve ter menos movimentos bruscos, ficar mais em cima de fundamentos, acompanhando ativos internos e externos", afirmou à Reuters o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado.

A votação da reforma foi agendada para 19 de fevereiro na Câmara dos Deputados, depois de o governo atuar fortemente para tentar angariar apoio político para aprová-la na Casa ainda neste ano.

Sem sucesso, o temor agora dos agentes econômicos é que o Brasil possa ser novamente rebaixado pelas agências de classificação de risco, já que a reforma da Previdência é considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem e estancar a escalada da dívida do país.

Na véspera, a agência Moody's informou que o adiamento da votação era fator negativo para o Brasil, enquanto que para a Fitch novos adiamentos podem colocar em risco a viabilidade do teto de gastos e a estabilização da dívida no médio prazo.

O Banco Central anunciou novo leilão de até 14 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em janeiro, de US$ 9,638 bilhões.

Redação

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