Economia

Dólar fecha em queda após bater R$3,95, com cena externa e de olho no BC

O dólar fechou a sexta-feira (06) em baixa ante o real, num movimento de correção e com fluxo pontual de venda depois de superar o patamar de 3,95 reais durante o pregão, com o foco na cena externa e com os investidores cautelosos sobre se o Banco Central brasileiro voltará a atuar no mercado ou se continuará de fora, como nos últimos dias.

O dia foi marcado por baixo volume de negócios por conta do jogo da seleção do Brasil contra a Bélgica durante a tarde, o que deixou os investidores afastados das mesas de operação e intensificando os movimentos das cotações.

O dólar recuou 1,67 por cento, a 3,8687 reais na venda, depois de ter fechado o pregão passado no maior nível desde 1º de março de 2016, a 3,9344. Na semana, acumulou queda de 0,22 por cento.

“A moeda (norte-americana) continua se valorizando fortemente contra o real, mostrando que o mercado vem testando a autoridade monetária”, escreveu a Rico Investimentos em relatório.

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, reforçou na noite passada, em entrevista à GloboNews, que não pautará a atuação no câmbio por mudanças de preço, buscando apenas dar tranquilidade ao mercado quando avaliar a ocorrência de falta de liquidez ou “sensação de pânico”.

O BC não tem feito intervenções extraordinárias no mercado por meio de leilões de novos swaps cambiais –equivalentes à venda futura de dólares– desde a semana passada. Tem feito apenas as vendas desses contratos para rolagem dos vencimentos futuros, como nesta sessão.

Ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em agosto, no total de 14,023 bilhões de dólares.

Com isso, rolou o equivalente a 3,5 bilhões de dólares do total que vence no próximo mês.

No exterior, o dólar recuava cerca de 0,55 por cento frente ao uma cesta de moedas e algumas divisas de países emergentes, após a divulgação de que a criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos em junho foi maior do que o esperado. Entretanto, o aumento salarial estável indica pressão inflacionária moderada que deve manter o banco central do país na trajetória de aumento gradual da taxa de juros.

O Federal Reserve elevou a taxa de juros dos EUA duas vezes este ano e, de modo geral, a expectativa é de que os juros sejam elevados mais duas vezes neste ano.

Taxas mais elevadas tendem a atrair à maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como a brasileira.

Esta sessão deve ter volume de negócios reduzido devido ao jogo o Brasil contra a Bélgica à tarde pela Copa do Mundo, o que manterá os investidores afastados das mesas de operação. E na segunda-feira, por conta de feriado em São Paulo, a B3 estará fechada.

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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