A defesa do ex-secretário-adjunto de Saúde de Cuiabá, Flávio Alexandre Taques da Silva, negou que os resquícios de documentos queimados encontrados pela Polícia Civil na casa dele tenham ligação com o suposto esquema de fraudes investigado na Operação Sangria. O advogado Anderson Figueiredo diz que os documentos são cobranças de serviço doméstico, como a energia elétrica.
Conforme a PJC (Polícia Judiciária Civil), na manhã da deflagração da operação policial, em 19 de dezembro, foram encontrados na churrasqueira, na casa de Flávio Alexandre, cheques e outros documentos queimados. Disse ainda que o suspeito havia sido de casa cinco minutos antes da chegada da equipe de diligência.
“Ele [Flávio Alexandre] disse que ficou sabendo da operação pela mídia e se desesperou. Decidiu procurar uma outra forma de tentar provar sua inocência em liberdade. Porém, atendeu a nossa recomendação e decidiu se apresentar”, disse o advogado.
O ex-secretário se entregou à polícia na manhã desta quarta-feira (2). Ele estava foragido desde o dia 18 de dezembro, quando deixou seu apartamento após queimar cheques e outros documentos. A operação destamantelou um esquema de tentativa de monopolização de serviços da saúde pública em Mato Grosso.
O circuito interno do condomínio registrou a fuga do ex-secretário. A polícia afirma que o médico foi avisado sobre a operação e mandado de prisão. Ele saiu de casa cinco minutos antes da equipe de diligência chegar.
“Os policiais estiveram em um endereço dele em Várzea Grande [ontem], para cumprir o mandado de prisão, mas, no local, foram informados pela ex-mulher do suspeito que ele estava em outro endereço, o condomínio Residencial Mariana, em Cuiabá. No local, os policiais chegaram às 7h20 e ele havia saído às 7h15. Pelas imagens do circuito de câmeras do condomínio, os policiais observaram que um veículo Prisma branco entrou pela garagem do prédio, o alvo (Flávio) entrou no carro e saíram tomando rumo ignorado”, divulgou a PJC à época.
A polícia fez vistoria na casa encontrou na churrasqueira documentos queimados. Alguns fragmentos foram recolhidos para análise. Foi apreendido um cheque no valor de R$ 260 mil, datado de fevereiro de 2016 por uma construtora.
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