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Crivella critica venda da Cedae e diz que cidade precisa ser ouvida

O Preefeito do Rio, Marcelo Crivella, criticou a venda da Cedae após sua aprovação na Alerj nesta segunda-feira (20). Durante reunião com lideranças políticas de manhã, ele afirmou que se a prefeitura não for ouvida, "não há concessão do Rio de Janeiro nem para fornecimento de água, nem para coleta da linha de esgoto".
Crivella já havia demonstrado interesse em participar do processo de privatização da Cedae, para verificar se "os interessos do Rio" seriam atendidos. Desta vez, ele falou inclusive que se o governo do estado deixar de fora a prefeitura da discussão, pretende criar a prórpia companhia para fornecer água, coletar e tratar o esgoto na cidade. O prefeito já fala, inclusive, num nome para a institução: Empresa Municipal de Águas e Esgoto, ou, simplesmente, Emae.

"Eu quero ajudar o estado a se recuperar e se as ações da Cedae ajudarem a isso, nós não queremos ser empecilho, mas precisamos ser ouvidos, precisamos fazer parte dessa mesa de discussão. Se não formos ouvidos, não há concessão do Rio de Janeiro nem para fornecimento de água, nem para coleta da linha de esgoto. A prefeitura está disposta a discutir qualquer proposta. Inclusive de criar a sua empresa municipal de água e esgoto, o que nós chamaríamos de Emae", afirmou o prefeito durante uma reunião com lideranças políticas nesta segunda pela manhã, na Pavuna, Zona Norte do Rio.

Além de questionar como será o processo de privatização, Crivella não deixou barato para o ex-adversário, o atual governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, com quem disputou a corrida pelo Palácio Guanabara, em 2014. Ao público presente, o prefeito indagou o que será do serviço ofertado por eventuais novas concessionárias.

"O governador Pezão, espremido pela situação do estado, tem que aceitar uma imposição do governo federal, que não diz respeito direto ao nosso interesse. Por quê? Porque nós não sabemos se essas ações nas mãos do governo federal serão vendidas a uma empresa francesa, americana, inglesa… Que virá aqui para explorar bens que são para nós fundamentais: a água, a coleta e o tratamento de esgoto. Quanto isso vai custar? Será que nós vamos ter 100% dos nossos lares atendidos com boa água, e com cocô e xixi coletados e tratados? Será que nossos rios vão estar limpos, nossas represas e lagoas, nossa Baía de Guanabara? Por que isso para nós é fundamental."

'Vexame perpétuo'
Num aparente mea culpa, o prefeito dirigiu ataque à classe política – da qual faz parte – por não oferecer ao Rio uma solução definitiva para o saneamento no estado. Crivella definiu a situação como "vexame perpétuo" e reforçou que se não houver voz do município, não haverá acordo.

"A classe política já não tem mais o que dizer à população, por isso que está se tornando um vexame perpétuo. Nós precisamos discutir isso. O Rio de Janeiro, por exemplo, tem interesse, de se for realmente efetivada a venda da Cedae, participar, e eu quero saber, e eu vou ter voz nisso; se os meus vereadores, se a Câmara dos Vereadores, se os secretários, serão ouvidos, nossos planos e projetos. Se não, nós que somos poder concedente, não daremos o nosso 'de acordo'", garantiu Crivella.

Fonte: G1

Redação

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