O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira (1º) que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre julho e setembro "pode parecer baixo, mas é forte se analisado por setores". As declarações foram dadas por meio de sua conta no Twitter.
"Sem a agricultura, que caiu por razões sazonais, o crescimento foi de 1,1% (…) É importante destacar o desempenho da indústria entre julho e setembro. A produção das fábricas instaladas no país cresceu 0,8%. As empresas de transformação, por exemplo, registraram no período um crescimento de 1,4%", disse.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB avançou 0,1% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores, atingindo R$ 1,6 trilhão em valores correntes. Foi a terceira alta seguida contra o trimestre anterior.
Os economistas ouvidos pelo G1 previam uma variação do PIB maior no terceiro trimestre. No entanto, eles ressalvam que a variação de 0,1% no período foi compensada por uma revisão no resultado do PIB acima das expectativas.
Por rotina, o IBGE revisou o PIB do primeiro e segundo trimestres. Em vez do crescimento de 0,2% no período de abril a junho, o avanço foi de 0,7%. Já no primeiro, o crescimento foi de 1,3%, ao contrário do 1% anteriormente divulgado.
"O avanço acumulado no ano até setembro é de 0,6%, número que já supera a previsão inicial dos economistas para 2017. Isto mostra que o Brasil segue uma trajetória de crescimento", acrescentou o ministro da Fazenda.
Ele destacou ainda que o investimento cresceu 1,6% no terceiro trimestre, sendo o primeiro resultado positivo após 15 trimestres seguidos de queda. "O avanço mostra otimismo em relação ao futuro", declarou Henrique Meirelles.
Ministro do Planejamento
Também por meio das redes sociais, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que o chamado "carry-over", ou seja, a chamada taxa de carregamento do crescimento de trimestres anteriores, de 2017 está em 1% e "sinaliza que o crescimento deste ano poderá ser de 1%".
Atualmente, o governo estima, no orçamento de 2017, que o PIB terá uma alta de 0,5%. Se confirmada avaliaçaõ do ministro, a expansão do PIB deste ano seria o dobro do estimado atualmente nos documentos oficiais sobre o orçamento deste ano.
Dyogo Oliveira avaliou ainda que os dados do PIB no 3º trimestre "mostram que a recuperação da economia está consolidada com crescimento do consumo das famílias (+4,8%) e do investimento (+6,7%)".
"Pela primeira vez após 4 anos que os dois principais componentes da demanda, Consumo das Famílias e Investimento, registram crescimento positivo no mesmo trimestre", acrescentou ele.
Segundo ele, a trajetória positiva do PIB para os próximos trimestres "mostra necessidade de aprovação das reformas, principalmente a da Previdência, para tornar o crescimento sustentável".

