Cidades

Com salários atrasados, Policiais civis entram em greve

Policiais civis entregaram comunicados sobre a greve à população (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)

Policiais civis do Rio de Janeiro começaram, ao meio-dia desta sexta-feira, uma paralisação em várias delegacias do estado. Segundo integrantes do movimento, casos que não precisam ter registro imediato não serão atendidos.

O G1 confirmou o início da paralisação de várias delegacias. A categoria questiona o atraso de salário a que servidores do estado estão sendo submetidos, além de reivindicar melhores condições de trabalho. Em folheto  entregue à população, os policiais afirmam que as delegacias estão com efetivo reduzido, que não há contrato de manutenção de delegacias e órgãos técnicos e falta até tinta e papel de impressão para carros policiais.

A paralisação tem a previsão de três dias. Segundo liderança dos movimentos, pelo menos 30 delegacias dos estado do Rio interromperam alguns serviços, na chamada "Operação basta".

Durante o período da paralisação, só serão realizados os seguintes procedimentos: lavratura de apreensões em flagrante, medidas protetivas, apreensão de drogas, remoção de cadáveres e cumprimento de mandados. As confecções de Registro de Ocorrência (RO) só estão permitidos em casos de violência (com exceção dos Jecrim's), homicídio, estupro, latrocínio, roubo e furto de veículos.

Segundo a liderança do movimento, a lista de unidades que aderiram é a seguinte: 4°, 6°, 7,° 10°, 11°, 12°, 14°, 16°, 17°, 20°, 22°, 27°, 29°, 33°, 35 °, 38°, 42°, 64°, 71°, 77°, 78º, 88°, 90°, 99°, 145°, 166, Deam Centro, Deam Caxias, Deam Campos, DPCA Niterói, DAIRJ, DRF, CORE, CFAE, DECON e DHNSG.

Um comunicado emitido pelo Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindelpol-RJ) foi repassado aos titulares das unidades para serem impressos e anexado nas delegacias. Nele, são explicadas as causas da paralisação que diz que, além dos salários atrasados, também foi cortado o orçamento, faltando material nas unidades e combustível para as viaturas. O dinheiro para pagar essas impressões dos informativos sairão do bolso dos próprios policiais, já que, segundo o sindicato, também não há tinta e papel para as impressoras.

De acordo com Marcus Amim, que faz parte da diretoria do Sindelpol-RJ, a população não deixará de ser atendida em casos de urgência (como os listados acima), mas a mobilização atinge, por exemplo, as operações que estavam marcadas para o fim de semana. Segundo Marcus, os policiais também estão exigindo um tratamento igualitário por parte do governo.

"A 'Operação' está reivindicando o salário dentro do que foi previsto inicialmente e exigindo do estado um tratamento igualitário em relação aos servidores públicos. O estado escolheu, por exemplo, pagar a PGE porque ela tem atribuição de defender o estado em possíveis ações indenizatórias e deixou de pagar, por exemplo,  a Polícia Civil. O estado decidiu pagar quem defende ele em detrimento dos que defendem a população que,no caso, é a polícia", explicou o representante do Sindelpol-RJ.

Fonte: G1

Redação

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