Trecho da ciclovia pichado na Paulista (Foto: Paula Paiva/G1)
A ciclovia da Avenida Paulista foi pichada durante a madrugada e manhã desta sexta-feira (18), durante uma manifestação que tomou a avenida por 39 horas contra o governo Dilma Rousseff e a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil.
O vandalismo ocorreu em trechos da ciclovia, localizados próximos à sede da Fiesp, localizada entre a Itapeva e Alameda Pamplona.
Alguns dizeres criticam o ex-presidente com "Fora Lula". Outros, criticam a própria ciclovia. "A ciclovia mais cara do mundo", diz uma das pichações.
Procurada, a prefeitura de São Paulo informou que adotaria medidas de limpeza da via para o uso. Ao G1, a Companhia de Engenharia de Tráfego afirmou que será feita uma vistoria para identificar os pontos e a limpeza será realizada o mais rápido possível.
"O Departamento da Sinalização da Companhia fará a remoção dos dizeres pichados na ciclovia da Avenida Paulista o mais rápido possível. Com a liberação da via pelos manifestantes, os ciclistas podem transitam normalmente pela ciclovia", disse a CET em nota.
Cerca de 30 manifestantes foram retirados da via por dois carros blindados da Tropa de Choque da Polícia Militar. O bloqueio de 39 horas provocou trânsito na região.
Às 9h, os carros da polícia avançaram com jato d'água e retiraram os manifestantes que estavam em frente ao prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. O protesto começou às 18h15 desta quarta-feira (16), segundo a Polícia Militar. Os policiais também usaram cerca de cinco bombas de gás lacrimogêneo. No início da manhã, a PM informou que havia cerca de 150 manifestantes e dez barracas.
O G1 não viu nenhuma pessoa ferida e o a Polícia Militar não tinha informação de feridos. Os manifestantes ficaram molhados e um grupo seguiu protestando na calçada. "Só quem está molhado pode opinar", disse manifestante sobre a permanência ou não do ato na calçada.
Lideranças afirmaram que a maioria votou para sair da avenida, mas alguns disseram que não iriam sair.
Fonte: G1


