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Caso Rodrigo Claro passa de dois anos sem responsáveis julgados

Após mais de dois anos afastada das atividades, voltou a trabalhar no último dia 10 de dezembro de 2018, a tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur de Souza Dechamps, suspeita de participar diretamente da morte do aluno do 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do estado de Mato Grosso, Rodrigo Claro de 21 anos de idade.

A família de Rodrigo Claro, ainda se sente injustiçada com a demora do julgamento, e que a principal responsável pela morte de Rodrigo ainda esteja trabalhando e não sofreu nenhuma punição.

“A gente fica se perguntando, qual a armação tem por trás dessa volta dela ao trabalho? Sim, porque para quem já estava até averbada esperando a aposentadoria, de repente volta ao trabalho. Quem tinha que estar na cadeia está livre e trabalhando”, disse Jane Claro, mãe de Rodrigo ao Circuito Mato Grosso.

Izadora foi agregada em junho de 2018 e se não retornasse as atividades até junho deste ano, ela correria o risco de ser aposentada por invalidez. De acordo com o estatuto dos militares, um militar será agregado quando permanecer afastado por mais de um ano contínuo, em licença para tratamento de saúde.

O ex-governador Pedro Taques assinou em 2018 e publicou no diário oficial atestando que se Izadora não retornasse as atividades após dois anos contínuos poderia ser exonerada e aposentada por invalidez. O primeiro atestado médico apresentado por Izadora, foi no dia 20 de dezembro de 2016.

Do primeiro atestado médico até o último, a tenente apresentou ao Corpo de Bombeiros 13 atestados por depressão, impossibilitando-a de voltar as atividades e também responder ao Conselho de Justificação do Corpo de Bombeiros, que decidirá pela exoneração ou não de Ledur.

Conforme o Corpo de Bombeiros, o Conselho de Justificação retoma as atividades de análise do caso de Rodrigo Claro a partir do dia 20 deste mês. Os trabalhos estão suspenso, desde 20 de dezembro, por força de lei estadual sobre ações da Administração Pública no período no fim de anos, com data para a validade das decisões.

"Os trabalhos serão retomados a partir do dia 20 de janeiro, em decorrência do cumprimento da lei n° 10.735 de 09 de agosto de 2018, que regula os processos no âmbito da Administração Pública Estadual, que ficaram suspensos no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro todos os processos administrativos no Estado de Mato Grosso."

Neste domingo (20) completa 767 dias da morte de Rodrigo Claro e até o momento nenhum responsável ou envolvido no fatídico dia 15 novembro de 2016 foi condenado.

A morte de Rodrigo

Dia 10 de novembro de 2016 e o cenário era a Lagoa Trevisan, em Cuiabá. Alunos realizavam treinamento do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. Depois de sofrer uma sessão de tortura com caldos e humilhações, Rodrigo teria engolido muita água e vomitou bastante na beira do lago. Ele alegou estar sentindo fortes dores na cabeça e pediu para ser liberado, indo por conta própria até a Policlínica do bairro Verdão, onde recebeu o primeiro atendimento, e ali se notou que a situação do jovem era gravíssima.

O jovem Rodrigo morreu após cinco dias internado no Hospital Jardim Cuiabá, na capital. Ele deu entrada no hospital com aneurisma cerebral.

O jovem já havia comunicado sua mãe sobre a conduta da oficial com ele. Rodrigo afirmara que ocorreram outros casos e que as sessões de afogamento eram comuns. Outros alunos que estiveram no curso confirmaram a perseguição da tenente com o então aluno.

Rodrigo, no dia da aula na Lagoa Trevisan, horas antes chegou a enviar uma mensagem no celular de sua mãe relatando que estava com medo da aula e de Izadora Ledur, que estava pressentindo que algo não acabaria bem naquela tarde. Desde então a família busca por justiça e luta pela condenação da tenente.

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Redação

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