Cinquenta blocos ainda vão tomar as ruas da cidade neste fim de semana, mas a prefeitura fez, no Bom Dia Rio desta sexta-feira (3), um balanço sobre o carnaval de rua de 2017 e anunciou algumas mudanças para o próximo ano: os blocos não regularizados poderão ser multados e outros cortejos, que ficaram grandes demais, devem mudar de lugar ou até mesmo serem suspensos em determinados horários.
“Não sei se é um ponto negativo, mas foi identificado que os blocos cresceram muito. Alguns deles, na região de Copacabana, da Barra da Tijuca e na região do Centro superaram muito a expectativa de público e o planejamento que a gente fez. Os blocos em Copacabana superaram em mais de 200% a expectativa”, disse o gestor de carnaval da Riotur Mario Filipo.
De acordo com a estimativa, eram esperadas de 80 a 100 mil pessoas para um dos blocos da Orla de Copacabana e o público foi de 500 mil pessoas, o que fez com que não houvesse banheiros públicos suficientes. “A gente precisa reconhecer que o planejamento falha. É um desafio nosso para o próximo ano”, disse ele.
Para o ano que vem, já estão sendo discutidas medidas para conseguir otimizar os blocos “A gente tem se reunido, e pensa ou em mexer nos locais, ou mudar os horários para diminuir a concentração das pessoas e talvez até suspender alguns blocos em alguns horários que a gente identificou que eles não conseguiram promover o ordenamento”, diz ele.
Outro problema, para a prefeitura, foi o cortejo dos blocos não oficiais, aqueles que não estão no calendário de carnaval da prefeitura.
“A gente fez um trabalho bastante intenso pré-carnaval, chamando essas pessoas (dos blocos não-oficiais), mas surpreendeu o número de pessoas que insistiram em colocar esses grupos nas ruas, principalmente na região do Centro, o que é muito preocupante. A situação mais grave foi a interdição do acesso ao aeroporto durante vários momentos durante a passagem dessas agremiações. O funcionamento do VLT também foi interrompido sem planejamento durante a passagem desses blocos não autorizados”, disse Filipo, que, no próximo ano, pretende fazer uma fiscalização mais dura, que pode, inclusive, gerar multas.
“Se as pessoas quiserem curtir e brincar são muito bem vindas, mas tem que pensar no próximo, na cidade como um todo, e não causar transtorno pra todo mundo. A gente tem que identificar essas pessoas, esse trabalho tem sido feito, e garantir que assumam a responsabilidade por esses atos. Existe previsão de punição, tem multa, mas o que a gente quer é regularizar o bloco, a intenção é que todo mundo participe do ordenamento da cidade”, disse ele, que afirma que o valor não é definido, já que depende do impacto do transtorno causado pelo cortejo.
Fonte: G1

