Além de celebrar a vida e a ressurreição de Jesus, a realização do Auto da Paixão de Cristo em Mato Grosso gera em média 950 empregos temporários, apesar da crise política e econômica pela qual o país passa.
Entre as pessoas empregadas estão incluídos recuperandas do Presídio Feminino Ana Maria do Couto, haitianos, indígenas, crianças e adolescentes acolhidas em casas lares, adolescentes que cumprem medida socioeducativa, trabalhadores do aterro sanitário e recuperandos do Centro de Ressocialização de Cuiabá.
Além da participação como atores, este público trabalhou na construção do cenário, na confecção do figurino e também na maquiagem dos personagens.
O secretário de Estado de Trabalho e Assistência Social, Valdiney de Arruda calcula 150 empregos direto no local do evento, mais 550 empregos indiretos na construção, montagem do cenário e outros serviços contratados e necessários à viabilização do evento, coordenado pelo Núcleo de Ações Voluntárias (NAV), que tem à frente a primeira dama Samira Martins.
Valdiney de Arruda faz questão de frisar que 80% dos atores pertencem ao público vulnerável. “Só retomamos o espetáculo com a condição de que ele viria para promover a inclusão de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade”.
Além destes, o grupo Cena Onze reúne 250 atores amadores e profissionais para a encenação do Auto da Paixão de Cristo. Segundo o diretor do espetáculo, Flávio Ferreira, todos estão recendo cachê, vale alimentação e vale transporte.
O evento segue até domingo de Páscoa (27) no Memorial Papa João Paulo II, no bairro Morada do Ouro. Os portões são abertos às 17h. Das 18h às 20h e das 21 às 22h, shows música gospel são realizados no palco alternativo. O espetáculo é apresentado das 20h às 21h. No local, há praça de alimentação e de artesanato, espaço infantil e estandes dos parceiros.


