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Após receber alta do HGU Hya Girotto é atacada nas redes sociais por internautas

Após ficar 23 dias internada no Hospital Geral Universitário (HGU), a sobrevivente da tragédia em frente a boate Valley, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá-MT, Hya Girotto, 21, tem sido atacada nas redes sociais por alguns internautas que tecem comentários cruéis, sobre a atitude da jovem e dos dois amigos que foram atropelados.

A indignação dos comentários foi postada pelo irmão de Hya, Leandro Girotto, que tem sido o porta-voz da família nesse momento de recuperação da irmã.  Leandro postou que todos tem o direito de expressar opiniões, mas certos casos tem limite.

“Ninguém precisa elogiar pessoas, mas não lhes pode ofender a honra. Faço essa postagem porque tenho visto nas redes sociais comentários cruéis sobre a Hya”, diz parte de uma postagem feita por Leandro.

Uma internauta comentou que o que Hya está passando é pouco por ter matado os amigos Myllena de Lacerda Inocêncio, 22, e Ramon Alcides Viveiros, 25 anos. “Agora ela vai ter que conviver com a dor de ter matado os amigos e isso ainda é pouco, quem tá sofrendo agora é a família enquanto a bailarina está viva”, revela o comentário que Leandro tirou print.

Para finalizar, Leandro postou que além de ser vítima de um acidente, Hya sofre com a dor de perder sua melhor amiga, e que certos comentários ofensivos podem gerar responsabilidade civil a quem postar.

“Lembro que a Hya além de vítima, de um acidente sofre com a dor da perda de sua melhor amiga, e pelo visto as pessoas não se colocam no lugar das outras, não tentam imaginar a dor que as partes envolvidas estão sentindo”, comentou.

O caso

Hya, Myllena e Ramon deixavam a boate por volta de 05h da manhã do dia 23 de dezembro, e caminhavam e dançavam na referida avenida, conforme imagens divulgadas pela polícia, quando em determinado momento, foram atingidos por um veículo Renault Duster Oroch, conduzido por Rafaela Screnci da Costa Ribeiro.

Os policiais que atenderam a ocorrência, no boletim de ocorrência, narram que Rafaela apresenta sinais visíveis de embriaguez, e se recusou a fazer o teste do bafômetro. A própria Rafaela contou aos policiais que havia feito a ingestão de quatro latas de cerveja horas antes do acidente.

O laudo da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) concluiu que não foi possível identificar o consumo de bebida alcoólica por parte de Rafaela, e com base neste laudo, na audiência de custódia, a condutora que atropelou as três pessoas, foi liberada mediante pagamento de fiança no valor de R$ 9,5 mil.

Ramon foi levado inicialmente para o Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá e posteriormente transferido para um hospital particular da Capital onde acabou falecendo no dia 28 de dezembro passado.

Hya também foi para o pronto-socorr de Cuiabá, porém foi transferida por ordem judicial para o Hospital Geral Universitário por necessitar de uma cirurgia cardíaca.

A Delegacia Especializada de Delitos em Trânsito (Deltran) investiga o caso.

 

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