Cidades

Após fechamento, Nilo Póvoas será reformada deve virar centro para alunos especiais

O prédio da Escola Estadual Plena Professor Nilo Póvoas, no Bairro Bandeirantes, em Cuiabá, vai abrigar um Centro de Referência em Educação Inclusiva. A Nilo Póvoas é uma escola tradicional da capital e existe há 50 anos.

Para transformar o espaço no centro de referência, o prédio passará por uma reforma geral, avaliada em R$ 3 milhões.

De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, o projeto teve autorização do governador Mauro Mendes (DEM).

Segundo a Seduc, a desativação da escola faz parte do processo de reordenamento da rede estadual, visando otimizar os recursos financeiros, potencializar os espaços, melhorar a estrutura física das unidades e a demanda do atendimento aos alunos.

A escola vai ser fechada após um estudo que diagnosticou que ela e outras escolas possuem um número muito baixo de alunos e que, na mesma área de abrangência e mesmo perímetro urbano, existem outras unidades escolares com salas ociosas e que podem atender a mesma demanda.

O Bairro Bandeirantes não possui crianças em idade escolar e os alunos dessa unidade são de outras comunidades.

Há alguns anos, a escola Nilo Póvoas possuía 807 alunos. Hoje, atende 126 alunos, dos quais 32 finalizam o ensino médio no próximo mês de fevereiro, restando para o ano letivo de 2020 apenas 94 alunos do 1º e 2° ano.

Além de Cuiabá, o reordenamento também está ocorrendo em sete escolas da rede estadual de Mato Grosso e em comum acordo estão sendo repassadas aos municípios, que continuarão dando atendimento aos alunos e profissionais da educação. Quatro dessas escolas estão no município de Tangará da Serra, uma escola do município de Jauru e outra em Barão de Melgaço.

 

Centro de inclusão

A unidade atende a todo tipo de inclusão, não somente dos alunos portadores de deficiência, como surdos, mudos e autistas, mas também os alunos que encontram-se sofrendo com bullying, depressão, violência doméstica, automutilação e uma série de fatores que acabam interferindo na aprendizagem e no desenvolvimento cognitivo.

O local também será usado para o monitoramento e formação de profissionais que trabalham com alunos inclusos; atendimento com uma equipe de multiprofissionais; fortalecimento do Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies) e do Centro Estadual de Atendimento e Apoio ao Deficiente Auditivo (Ceaada) Professora Arlete Pereira Migueletti; atendimento da classe hospitalar, dos projetos Escola Gestora de Paz e Mediação Escolar, entre outras ações.

Redação

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