A economia brasileira passa por um período conturbado e a previsão dos analistas econômicos não dá muita esperança aos empresários brasileiros. Segundo análise de especialistas que foram entrevistado pelo jornal Folha de São Paulo há quatro possíveis cenários para o Brasil em 2016, no melhor deles o dólar fecharia o ano a R$, 3,50 e a bolsa de valores nacional alcançaria 60 mil pontos. Na pior das hipóteses a moeda americana fecha o ano acima dos R$ 5 e a bolsa atinge apenas 45 mil pontos.
Bolsa e dólar tiveram fortes oscilações a cada sinal de avanço do impeachment da presidente Dilma Rousseff ou retrocesso no ajuste fiscal. E a imprevisibilidade deve continuar. Antes do recesso do Congresso, o governo conseguiu aprovar algumas medidas do ajuste, mas pontos importantes, como a volta da CPMF e novas reduções de incentivos fiscais, ainda estão travados no Legislativo.
Além das incertezas sobre o ajuste, há o risco de a presidente Dilma Rousseff não encerrar o mandato –a previsão é que a abertura do processo de impeachment seja votada em março. Com este cenário, fica ainda mais difícil prever o desempenho das aplicações financeiras e, assim, escolher o melhor investimento para o ano. (Veja a matéria na integra aqui)
Veja cenários:
DILMA SE MANTÉM NO CARGO
Conseguir se manter no cargo não garante o fim das dificuldades para a presidente. Para se livrar do impeachment, ela precisa de pouco mais de um terço de apoio na Câmara. Mas, se quiser aprovar medidas de ajuste fiscal precisará de maioria. Dificilmente a presidente terá força para encampar reformas de maior envergadura, como a da Previdência, que demanda maioria qualificada.
Bolsa: entre 44 mil e 48 mil pontos, praticamente na mesma faixa em que oscilou neste ano
Dólar: na casa dos R$ 3,90, pressionado pelo cenário político, que agrava a aversão ao risco
Juros: podem ceder um pouco no fim de 2016, a depender do comportamento da inflação
DILMA SE MANTÉM NO CARGO
Para os analistas, este seria o pior cenário. Nele, a paralisia do governo se mantém mesmo após a presidente ter conseguido se manter no cargo. O endividamento do governo cresce e a recessão se aprofunda.
Bolsa: em 40 mil pontos, com a saída de estrangeiros e a ausência de investidores pessoa física.
Dólar: a tendência é de alta; no cenário mais extremo, passaria de R$ 5, obrigando o Banco Central a utilizar as reservas internacionais para conter a elevação.
Juros: se o dólar disparar, podem chegar à casa dos 20%, com a inflação ainda mais alta do que os 10,5% projetados para este ano.
TEMER ASSUME A PRESIDÊNCIA
O cenário que mais entusiasma os analistas, que acreditam que o vice-presidente começaria o mandato com força política capaz de aprovar reformas de maior impacto no ajuste das contas públicas, como a da Previdência.
Bolsa: entre 50 mil e 55 mil pontos, após momento de euforia;
Dólar: pode oscilar entre R$ 3,50 e R$ 3,80, abaixo do nível atual;
Juros: caem com a diminuição do risco de descontrole dos gastos do governo.
TEMER ASSUME A PRESIDÊNCIA
Inicialmente, a reação do mercado seria positiva, dizem analistas. No médio prazo, no entanto, a continuidade dos problemas de governabilidade, agora enfrentados pelo novo presidente, prejudica a economia. O endividamento do governo cresce e a recessão se aprofunda.
Bolsa: com a mudança de comando, sobe para 50 mil pontos; a alta inicial, porém, não se sustentaria.
Dólar: na casa de R$ 3,80 a R$ 3,90, influenciado pela incerteza sobre a recuperação da economia
Juros: estáveis e em patamar elevado para conter a inflação e tentar atrair recursos estrangeiros.

