Mato Grosso está em modo de prontidão econômica nesta última semana de abril de 2026. Diante da escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o governador Otaviano Pivetta enviou à Assembleia Legislativa (ALMT) um pacote de medidas de urgência para tentar isolar o estado da volatilidade internacional de preços.
A Engenharia da Blindagem O plano é ambicioso e envolve uma renúncia fiscal significativa. O governo propõe o congelamento da Unidade Padrão Fiscal (UPF) incidente sobre o Fethab (Fundo de Transporte e Habitação) até dezembro deste ano. A lógica é evitar que o aumento automático do tributo encareça o frete, o que fatalmente seria repassado para o preço final dos produtos nos supermercados.
O Impacto Financeiro em Números:
- Renúncia Fethab/UPF: R$ 350 milhões (até o fim do ano).
- Investimento em Diesel: R$ 122 milhões (produção e importação).
- Impacto Total Estimado: R$ 500 milhões.
Celeridade no Legislativo O presidente da ALMT, Max Russi, já iniciou a articulação para que os projetos tramitem em regime de urgência. Para Russi, a medida é um “acerto estratégico” do Executivo ao abrir mão de arrecadação direta em troca da manutenção do poder de compra da população.
“A Assembleia trabalhará com agilidade para que esses benefícios cheguem o quanto antes ao cidadão. O governador está abrindo mão de receita para não permitir o aumento em virtude da guerra”, afirmou Russi.
Segurança Energética e Alimentar Além do congelamento tributário, o aporte de R$ 122 milhões visa garantir a oferta interna de óleo diesel. Com o mercado global pressionado pela tensão no Oriente Médio, a estratégia de Mato Grosso é garantir a importação e o estímulo à produção local, assegurando que as máquinas do agronegócio e a frota de transporte não parem por falta de combustível ou preços proibitivos.
Em 2026, Mato Grosso demonstra que a gestão fiscal eficiente dos últimos anos serve agora como um seguro contra crises globais, permitindo que o estado sacrifique receitas vultosas sem comprometer o equilíbrio das contas públicas, tudo para evitar que o fogo dos conflitos externos queime o bolso do consumidor mato-grossense.

