O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), está avaliando a possibilidade de se licenciar temporariamente do cargo para se dedicar à campanha eleitoral de sua esposa, a vereadora Samantha Iris (PL). Caso o afastamento seja concretizado, o comando da Prefeitura de Cuiabá ficará sob a responsabilidade da vice-prefeita, Coronel Vânia (MDB).
A hipótese chama atenção nos bastidores políticos devido ao histórico de divergências públicas entre Abilio e o MDB. No entanto, o chefe do Executivo municipal afastou qualquer clima de animosidade e garantiu que não há conflito pessoal entre eles.
Relação com a vice-prefeita e ausência de conflito
Questionado sobre a possibilidade de passar o bastão temporariamente à vice-prefeita, Abilio foi enfático ao afirmar que confia na condução de Coronel Vânia.
“Não tenho nenhuma preocupação da Vânia assumir a Prefeitura. Isso eu acho que é importante deixar claro. Já assumiu em outras ocasiões. Conduziu bem, fez o trabalho lá tranquilo”, declarou.
Segundo o prefeito, eventuais atritos noticiados pela imprensa não refletem a dinâmica da relação entre os dois. “Eu e ela, pessoalmente falando, não temos nenhuma divergência. Eu acho que o que mais existe é divergência na imprensa, na comunicação”, pontuou.
Estratégia de campanha e entraves na agenda
A discussão sobre a licença surge da tentativa de Abilio de conciliar a gestão da capital com a campanha de Samantha Iris a menos de 50 dias das eleições. A estratégia inicial do prefeito era permanecer no expediente em Cuiabá durante a semana e viajar para o interior às sextas-feiras à noite, retornando no domingo.
Contudo, o prefeito reconhece que o ritmo intenso da administração municipal pode tornar essa rotina inviável, tornando necessária a transmissão temporária do cargo.
Apesar de considerar a alternativa viável — inclusive pontuando que uma licença de 15 dias poderia ser interrompida antes do prazo, caso surgissem urgências —, Abilio explicou que ainda não encontrou uma “brecha” segura na agenda devido a entregas e projetos que exigem sua supervisão direta.
“Se eu perceber que vai ter uma certa folguinha, ou seja, um espaço maior de tempo para eu poder fazer essas viagens, aí sim eu faço o licenciamento e vou fazer as viagens. Mas, por enquanto, eu não estou vendo essa brecha”, concluiu.


