Um homem suspeito de integrar um esquema de fabricação, adulteração e comércio ilegal de armas de fogo foi preso em flagrante pela Força Tática da Polícia Militar na tarde desta quarta-feira (30). A prisão e o fechamento do imóvel ocorreram na região central de Barra do Garças (a 509 km de Cuiabá).
No local, os policiais constataram a existência de uma estrutura completa utilizada para a manutenção, modificação e montagem clandestina de armamentos de diversos calibres.
Denúncia e Flagrante pela Porta Entreaberta
A ação policial teve início após equipes da Polícia Militar receberem denúncias sobre o funcionamento da oficina ilegal no endereço. A intervenção foi desencadeada após um novo alerta relatar barulhos compatíveis com disparos de arma de fogo vindos do imóvel.
Ao chegarem ao endereço para averiguação, os militares observaram pela porta entreaberta a presença de munições e diversas peças de armas sobre as bancadas. Durante a abordagem, o proprietário do imóvel admitiu que realizava serviços de manutenção e reparos em armamentos, reconhecendo que não possuía autorização legal do Exército ou dos órgãos de segurança para exercer a profissão de armeiro.
Materiais Apreendidos e Estrutura Periciada
Durante a varredura no imóvel, os policiais apreenderam uma grande quantidade de material ilícito e equipamentos de precisão:
- Armamentos: 3 armas de fogo (uma pistola e duas armas longas) e 4 armas de pressão.
- Insumos: Diversas peças de reposição para calibres variados e munições.
- Maquinário: Ferramentas manuais, máquinas de bancada e equipamentos de grande porte, como um torno mecânico utilizado para a fabricação e usinagem de peças.
Devido ao tamanho e ao peso de parte do maquinário, alguns equipamentos permaneceram lacrados no imóvel para passar por exames periciais complementares. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada e realizou o levantamento técnico na estrutura.
O suspeito, as armas e todo o material recolhido foram apresentados na Delegacia da Polícia Civil de Barra do Garças, que assumiu as investigações para identificar eventuais clientes do armeiro ilegal e a origem dos armamentos.

